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Ministro diz que Flávio e Gaspar são “o casamento da rachadinha com o orçamento secreto”

Reprodução

Redação

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), relembrou as acusações contra o deputado Alfredo Gaspar, escolhido para ser o vice de Flávio Bolsonaro na disputa à Presidência da República. O parlamentar do PL é investigado por suspeita de desvio de R$ 6 milhões em emendas Pix e suspeita de estupro de vulnerável.

“Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável. Como se não bastasse, Alfredo Gaspar é investigado por emendas PIX de R$6 milhões para um prefeito em Alagoas. É o casamento da rachadinha com o orçamento secreto. Eles se merecem!”, escreveu Boulos, no X, nesta quarta-feira (5).

R$ 6 milhões em emendas Pix

O deputado federal Alfredo Gaspar passou a ser alvo de apurações do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) em razão do envio de R$ 6 milhões em emendas parlamentares na modalidade de transferência especial, conhecidas como “emendas Pix”, ao município de São José da Laje, no interior de Alagoas.

Os recursos foram repassados por meio de três transferências realizadas entre julho e dezembro de 2024. Nesse modelo de emenda, o dinheiro é transferido diretamente para a conta da prefeitura beneficiada, sem necessidade de convênios prévios, cabendo ao município executar os recursos e prestar contas aos órgãos de fiscalização.

A auditoria do TCU foi instaurada após técnicos da Corte identificarem indícios de fragilidades na aplicação das verbas públicas. O tribunal determinou que a Prefeitura de São José da Laje apresente, com urgência, planos de trabalho, notas fiscais e relatórios que comprovem a destinação dos R$ 6 milhões.

Suspeita de estupro

Em abril deste ano, a Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar as acusações levadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).

A acusação sustenta que há documentos e áudios que indicam que Gaspar teria mantido uma relação com uma adolescente de 13 anos, que teria resultado em uma gravidez. A denúncia também aponta supostas tentativas de suborno para manter o silêncio da família.

A investigação está em andamento à espera de um posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Ele nega as acusações e diz que há uma “perseguição política” pela atuação na CPMI do INSS. Afirma ainda que se submeteu a um exame de DNA para provar que é inocente.

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