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PF cumpre mandados no IPREV Maceió após denúncias feitas por Rui Palmeira sobre aplicações milionárias

Após denúncias apresentadas pelo vereador Rui Palmeira (PSD), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram, nesta segunda-feira (10), mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo para investigar aplicações milionárias feitas com recursos destinados à aposentadoria dos servidores de Maceió. Na sede do IPREV Maceió, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para aprofundar as investigações.

A operação ocorre após quase um ano de questionamentos e denúncias feitas pelo vereador. Rui começou a trazer o caso a público em setembro do ano passado e, desde então, encaminhou representações ao Ministério Público de Alagoas e à Polícia Federal, solicitando a investigação das circunstâncias envolvendo aplicações que somam aproximadamente R$ 170 milhões do patrimônio previdenciário de Maceió.

Entre os investimentos questionados estão R$ 117 milhões perdidos em letras podres do Banco Master, títulos que não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de aproximadamente R$ 51 milhões investidos no obscuro NEST Eagle Fundo de Investimento Imobiliário. Com a aplicação milionária no Banco Master, Maceió se tornou a cidade brasileira com a maior perda de dinheiro relacionada à instituição financeira.

Desde o início das denúncias, Rui vem questionando não apenas o alto risco dos investimentos, mas também todo o processo que levou o IPREV a direcionar milhões de reais do dinheiro dos servidores para essas aplicações.

“Tive a coragem e fui o primeiro a denunciar esse absurdo, em setembro do ano passado, e hoje aconteceu aquilo que já esperávamos. A Polícia Federal está aprofundando as investigações e agora deve descobrir: quem se beneficiou com esses investimentos irresponsáveis? Quem pressionou para que eles acontecessem? Quem recebeu a comissão por esse investimento? São perguntas que precisam ser respondidas”, afirmou Rui.

Histórico de questionamentos

As denúncias apresentadas por Rui apontaram uma série de fatos que agora deverão ser aprofundados nas investigações da PF e da CGU. Um dos principais pontos envolve a atuação da Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos, empresa que prestava consultoria ao IPREV, contratada por dispensa de licitação, e participou das discussões que antecederam os aportes.

A consultoria já havia aparecido em investigações da Polícia Federal envolvendo aplicações de recursos de regimes próprios de previdência em outros municípios, entre elas a Operação Rebote, relacionada a investimentos do PreviCampos, em Campos dos Goytacazes (RJ).

Além disso, Rui Palmeira também levantou questionamentos sobre as atas do Comitê de Investimentos, apontando inconsistências nas assinaturas registradas em documentos relacionados à aprovação da política anual de investimentos.

Depois de reunir documentos e informações sobre as operações, Rui encaminhou representação formal ao Ministério Público de Alagoas e também levou o material à Polícia Federal, defendendo uma investigação aprofundada sobre a tomada de decisão dentro do IPREV e sobre eventuais responsabilidades.

Para o vereador, a operação desta segunda-feira representa uma nova etapa para esclarecer fatos que ele vem questionando há quase um ano. “Não estamos falando de dinheiro de prefeito, de vereador ou de qualquer gestor. Estamos falando do dinheiro da aposentadoria dos servidores de Maceió. É preciso saber quem autorizou, quem indicou, quem participou e se alguém ganhou dinheiro para colocar o patrimônio dos servidores em investimentos desse nível de risco. A Polícia Federal tem agora a missão de chegar a essas respostas”, reforçou Rui.

Desde que trouxe as denuncias a público, Rui também cobra explicações do ex-prefeito JHC, cuja gestão estava à frente do Município quando os investimentos questionados foram realizados. O parlamentar afirma que, apesar da repercussão nacional do caso e das sucessivas cobranças, JHC ainda não apresentou publicamente explicações sobre o destino dos recursos previdenciários.

“Agora, com a Polícia Federal dentro do IPREV recolhendo documentos e computadores, esperamos que toda a verdade venha à tona e que cada responsável responda pelos seus atos. O ex-prefeito JHC nunca veio a público explicar o que aconteceu com o dinheiro dos servidores. Diante de tudo que está acontecendo agora, será que finalmente vai se pronunciar? Os servidores de Maceió merecem essa resposta”, concluiu Rui.

Com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, Rui afirmou que confia no trabalho da Polícia Federal e dos demais órgãos competentes e que seguirá acompanhando as investigações e cobrando a identificação e responsabilização dos envolvidos nas operações.

/Assessoria

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