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PF diz que Iprev de Maceió ignorou regras para investir no Master

A Polícia Federal (PF) afirma que dirigentes do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev) ignoraram as regras de segurança do próprio órgão para realizar investimentos de R$ 97 milhões no Banco Master.

Investigadores cumpriram, na manhã desta segunda-feira (10/8), oito mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular.

De acordo com a PF, recursos destinados ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais foram aplicados em Letras Financeiras do Master.

A PF afirma que a política de investimentos do instituto para 2023 previa risco zero para esse tipo de aplicação. Apesar disso, os gestores investiram quase 20% de todos os recursos do fundo em uma única instituição financeira.

Além disso, a PF identificou que, na época do primeiro grande investimento, de R$ 80 milhões, o Master, então controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, sequer constava da lista oficial de instituições autorizadas a receber os recursos.

Os investigadores também reuniram elementos que apontam que o ex-presidente do Iprev Maceió Ronnie Reyner Teixeira Mota adquiriu imóveis e veículos com pagamentos em espécie incompatíveis, segundo a PF, com a renda que recebia. Ele foi um dos alvos da operação.

Em nota, o Iprev de Maceió afirmou que está colaborando com as investigações e reforçou que todos os atos relacionados aos aportes no Master observaram os ritos legais e administrativos.

“O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que assegura o pagamento de aposentados e pensionistas”, afirmou o órgão (leia a nota na íntegra abaixo).

Aportes

Os aportes foram realizados entre 2023 e 2024, durante a gestão do então prefeito JHC, hoje candidato ao governo de Alagoas pelo PSDB.

Segundo a PF, a  investigação apura duas aplicações e busca “esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos”.

A operação também busca entender se houve “possível prática de gestão fraudulenta, sem prejuízo da apuração de outros delitos conexos”.

Nota

O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes.

O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que assegura o pagamento de aposentados e pensionistas.

/Metrópoles

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