A repercussão da operação da Polícia Federal que investiga aplicações do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) no Banco Master chegou à publicação do Jornal Nacional nas redes sociais. Nos comentários, internautas passaram a cobrar um posicionamento do ex-prefeito de Maceió e candidato ao Governo de Alagoas, JHC (PSDB).
As manifestações questionam a ausência de JHC após a divulgação da investigação, que apura investimentos de R$ 97 milhões realizados pelo Iprev em letras financeiras do Banco Master.
Entre os comentários, usuários escreveram: “Cadê tu @jhcdopovo”, “Tá tão sumidinho @jhcdopovo”, “Por onde anda JHC e sua primeira-dama?” e “Alguém tem notícias de JOTAGLACÊ?”.
As aplicações investigadas foram realizadas em dezembro de 2023, no valor de R$ 80 milhões, e em maio de 2024, no valor de R$ 17 milhões. As duas operações ocorreram durante a gestão de JHC à frente da Prefeitura de Maceió.
Um dos nomes citados na investigação é o do atual secretário da Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos investimentos.
Autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo. Segundo a PF, o Banco Master não integrava a relação de instituições elegíveis para receber recursos de regimes próprios de previdência quando os investimentos foram feitos.
A investigação também apura indícios de patrimônio incompatível envolvendo Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev.
O instituto informou que está colaborando com as autoridades e que os pagamentos de aposentados e pensionistas estão assegurados.
Até o momento, JHC não havia apresentado manifestação pública sobre a investigação ou sobre as cobranças feitas pelos internautas na publicação do Jornal Nacional.
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