Por João Mendonça
O trecho da música do Cazuza, “A tua piscina tá cheia de ratos”, repercutiu nas redes para comentar uma foto vazada.
Nela, Arthur Lira aparece ao lado de Alexandre Ramagem, o foragido ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro; Weverton Rocha, investigado no caso das fraudes do INSS; Juscelino Filho, ligado a suspeitas de desvio de emendas e ex-ministro de Lula; Elmar Nascimento (União), investigado na Operação Overclean, dentre outros nomes desse escalão específico da política nacional.
A foto de Lira ressuscita também o temor de parte da política de ser associada a festas de bonança, exageros e a uma irmandade funcional ao fisiologismo.
O sentido do trecho pode ser compreendido como uma crítica ácida à hipocrisia e à decadência de uma elite, especialmente daqueles que vivem cercados de privilégios enquanto a realidade ao redor é muito diferente.
Evoca o nojo e a indignação: os ratos são usados como figura de linguagem para expressar a sensação que a corrupção e a ruína brasileira conjugam, conectando-se com a revolta diante do estado das coisas.
Lira, que em determinados levantamentos nacionais da AtlasIntel chegou a aparecer como a figura política de pior imagem do país entre as pessoas avaliadas (auge de 85% de avaliação negativa).
Em tempos de eleição, imagens que lembram à população como os políticos brasileiros se comportam em meio a cenários tão pessimistas também fazem recordar o resto do trecho:
A tua piscina tá cheia de ratos Tuas ideias não correspondem aos fatos
Arthur Lira, uma das mentes pensantes por trás das emendas pix, e que se gaba de ter trazido milhões em recursos para Alagoas através delas, poderia se questionar se seu alto índice de rejeição corresponde às ideias ou aos fatos.

