O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) quer tirar as universidades federais da alçada do MEC (Ministério da Educação) e transferir a gestão das instituições para o MCTI (Ministério da Ciência e Tecnologia), ideia aventada no governo Jair Bolsonaro (PL).
A proposta foi incluída no plano de governo de Flávio em um capítulo chamado “Preparar para o Brasil que existe”. Flávio afirma que as agências de fomento à pesquisa devem priorizar o “impacto produtivo” e se aproximar da demanda das empresas.
“No ensino superior, vamos transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto”, diz trecho do texto divulgado na última quinta-feira (13).
Braço-direito do coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), na elaboração do plano de governo, o ex-prefeito e candidato a deputado federal Eduardo Cury (PL-SP) diz que a parte de educação tem “o DNA” dos dois.
Segundo ele, a ideia é deixar o MEC focado na educação básica “para resolver o analfabetismo funcional, legado do PT, e a tragédia brasileira na área”, vide a colocação do país no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), entre as 20 últimas.
Em quatro anos de governo, Bolsonaro protagonizou duros embates com as universidades federais. O ex-presidente zerou o caixa das instituições e desrespeitou a tradição de indicar para reitor o primeiro colocado da lista tríplice enviada pela comunidade acadêmica.
/Jornal de Brasília

