O carro faz parte da rotina de milhões de brasileiros e, para uma parcela significativa da população, é também onde começa e termina a jornada de trabalho. Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o automóvel é o principal meio de transporte utilizado no deslocamento para o trabalho no país. São 22,6 milhões de pessoas, o equivalente a 32,3% dos trabalhadores que realizam esse tipo de deslocamento.
A presença frequente do veículo na rotina ajuda a explicar por que a experiência dentro do carro passou a ganhar importância na decisão de compra. Além de desempenho e eficiência, características relacionadas a conforto, ergonomia, conectividade e tecnologias de assistência ao motorista passaram a acompanhar as novas expectativas dos consumidores.
O Global Automotive Consumer Study 2026, da Deloitte, realizado com mais de 28,5 mil consumidores em 27 países, sendo mil no Brasil, mostra que 76% dos brasileiros consideram o ecossistema tecnológico do veículo tão ou mais importante que o do smartphone quando estão disponíveis recursos como assistência avançada ao motorista, funções adicionais de conforto e serviços integrados.
Para Rogério Almeida, gerente comercial da Renault Du Nort, o tempo e a frequência de uso ajudam a modificar aquilo que o motorista observa na escolha de um veículo. “Quando o carro está presente todos os dias na rotina, detalhes que poderiam passar despercebidos começam a fazer diferença. O conforto dos bancos, a posição de dirigir, a facilidade para conectar o celular, a climatização, a visibilidade e os recursos que auxiliam o motorista são características percebidas no uso diário e que passaram a ter um peso maior na escolha”, explica.
Experiência a bordo – Essa mudança também aparece na abertura dos brasileiros a novas funcionalidades. Segundo a Deloitte, 68% dos entrevistados no país afirmam ser muito provável que utilizem recursos de personalização por inteligência artificial, incluindo funcionalidades capazes de ajustar aspectos como climatização e posição dos bancos. A percepção sobre veículos com funções controladas e aprimoradas por software também é maior no Brasil, alcançando 64%, ante 54% na média global.
A conectividade pode influenciar até o tempo que o consumidor pretende permanecer com o automóvel. Para 73% dos brasileiros, atualizações e recursos conectados aumentariam a probabilidade de ficar mais tempo com o mesmo veículo. Entre esse grupo, 68% afirmam que prolongariam o período de uso por pelo menos dois anos.
“Hoje, não se trata apenas de ter uma central multimídia. A tecnologia está integrada à experiência de condução. Ela pode facilitar tarefas, trazer informações ao motorista e auxiliar em situações do trânsito. Quanto mais frequente é o uso do carro, mais esses recursos passam a ser percebidos no cotidiano”, destaca Rogério Almeida.
Segurança no dia a dia – A tecnologia também ganha espaço quando o assunto é proteção. De acordo com a Deloitte, 85% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar um valor adicional por serviços de rastreamento antifurto, enquanto 81% pagariam por sistemas de assistência emergencial.
Recursos de assistência à condução também passaram a integrar veículos de diferentes categorias. Sistemas de frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa, sensores e câmeras são exemplos de tecnologias desenvolvidas para auxiliar o motorista em situações comuns dos deslocamentos urbanos e rodoviários.
Modelos como o Renault Kardian e o Renault Boreal acompanham essa transformação ao incorporar soluções voltadas à conectividade, conforto, segurança e assistência à condução, características alinhadas a um consumidor que utiliza o veículo para diferentes momentos da rotina.
“Quem passa muito tempo utilizando o carro começa a avaliar a experiência como um todo. Segurança e desempenho continuam fundamentais, mas conforto, praticidade e conectividade ganharam espaço porque fazem diferença todos os dias. A escolha acaba sendo cada vez mais relacionada à forma como aquele veículo se encaixa na vida de cada pessoa”, finaliza Rogério Almeida.
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