Redação
O relatório da Polícia Federal (PF) sobre diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro se tornou público nesta terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo do documento.
A PF aponta que as conversas de Vorcaro com interlocutores ocorreram por meio do aplicativo WhatsApp entre março de 2024 e agosto de 2025. O celular do dono do Master foi apreendido durante a Operação Compliance Zero.
Com a queda do sigilo, pode haver a divulgação de conversas que ligam Vorcaro a representantes do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió (Iprev Maceió). O instituto aplicou R$ 117 milhões em letras financeiras da instituição bancária.
Em 5 de maio de 2024, o então diretor do Iprev Maceió, Ronnie Mota, autorizou a transferência de R$ 100 milhões que estavam aplicados em letras financeiras do Banco BTG para o Banco Master. Além da transferência, o diretor também autorizou a aplicação de mais R$ 17 milhões na instituição financeira.
No dia 10 de agosto, a capital alagoana foi alvo de uma operação da PF que apura investimentos financeiros do Iprev Maceió no Banco Master. A investigação também foi autorizada pelo ministro André Mendonça e resultou em oito mandados de busca e apreensão.
Entre os investigados está o secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, que continua no cargo. Além de João Felipe, também são investigados Ronnie Reyner Teixeira Motta, ex-presidente do Iprev; Gustavo Antônio Rodrigues, ex-coordenador de investimentos; Renan Foglia Calamia, dirigente da Crédito & Mercado; Marília Alexandre de Lima, integrante do núcleo de governança; e Marcelo Brasileiro Santos, do Comitê de Investimentos. Também foram alvos das medidas as sedes do Iprev e da empresa de consultoria.
Dos alvos da operação, cinco pessoas tiveram o bloqueio de bens limitado a R$ 97 milhões. O STF também autorizou o recolhimento de celulares, computadores, documentos, joias, obras de arte sem comprovação de origem e valores em espécie superiores a R$ 20 mil.
A decisão determinou ainda o acesso a dados armazenados em serviços de nuvem e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

