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TRE desmente JHC e confirma estado precário na saúde de Maceió

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) confirmou o estado precário e os índices negativos da saúde de Maceió na gestão do ex-prefeito e candidato ao governo João Henrique Caldas (PSDB). Em decisão proferida nesta terça-feira (8), o desembargador eleitoral Rosmar Rodrigues determinou a remoção das publicações feitas por JHC nas quais alegava que as afirmações feitas pelo adversário, Renan Filho (MDB), sobre a saúde municipal seriam “fake news”.

Em seu material de campanha, Renan Filho alertou que Maceió apresenta alguns dos piores índices do país em áreas essenciais da saúde, como nutrição e cuidados básicos, e amarga o primeiro lugar no ranking negativo de mortalidade na Atenção Básica entre as capitais brasileiras.

Em resposta, JHC divulgou em suas redes sociais uma publicação na qual acusava Renan Filho de disseminar uma “fake news”, classificando o adversário como “mentiroso”. Em ação impetrada junto ao TRE-AL, Renan Filho apresentou dados que comprovam a situação crítica da saúde em Maceió.

Os números foram divulgados pela edição 2026 do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), indicador que mede a qualidade de vida e o desempenho socioambiental dos 5.570 municípios brasileiros, usado como referência na elaboração de políticas públicas.

Em sua decisão, o desembargador Rosmar Rodrigues confirmou que Renan Filho reproduziu os dados do IPS Brasil em suas declarações. “Os elementos carreados com a inicial comprovam que as afirmações feitas pelo candidato da representante [Renan Filho] sobre a precariedade dos serviços de saúde em Maceió guardam estrita consonância com dados públicos oficiais divulgados antes das postagens”, disse o magistrado.

“O estudo IPS Brasil 2026 classificou a cidade de Maceió na 27ª e última posição nacional no indicador de Mortalidade Ajustada por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ID 10512394), sendo tal dado corroborado por auditoria formal realizada pelo Denasus do Ministério da Saúde, a qual identificou 18 graves não conformidades na infraestrutura de assistência psicossocial do Município”, destacou o magistrado.

De acordo com o IPS Brasil, a capital alagoana alcançou a nota 65,8 no quesito Nutrição e Cuidados Básicos, despencando para a 4.685ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros. No indicador Mortalidade Ajustada por Condições Sensíveis à Atenção Primária, Maceió apareceu na última posição entre as capitais brasileiras.

Assim, segundo Rosmar Rodrigues, “a acusação de mentira direcionada ao candidato configura desinformação apta a degradar a sua imagem pública perante o eleitorado”. Pela tentativa de esconder o cenário crítico vivenciado pela saúde de Maceió, JHC foi condenado a retirar a publicação, sob pena de multa que pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil em caso de descumprimento.

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