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Saúde de Maceió é loteada para grupo de Celso Luiz, líder do esquema da Taturana

Redação 

A Prefeitura de Maceió, agora sob o comando de Rodrigo Cunha (Podemos), entregou a Secretaria Municipal de Saúde a uma pessoa ligada diretamente ao grupo político do ex-deputado estadual Celso Luiz, um dos líderes do esquema de corrupção investigado pela Operação Taturana.

Lara Malta Brandão, cunhada de Celso Luiz, foi nomeada para comandar uma das principais secretarias da capital alagoana no início deste ano. A nomeação integra um acordo que amplia a base política do grupo de JHC (PSDB) no interior do estado, especialmente no Sertão de Alagoas.

Celso Luiz é ex-prefeito de Canapi e foi condenado pela Justiça Federal a 28 anos e 5 meses de prisão por desvios de recursos do Fundeb/Fundef. O nome dele também aparece entre as principais lideranças políticas relacionadas à Operação Taturana, que revelou um dos maiores esquemas de corrupção da história da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Lara é esposa do ex-prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta (PSDB), irmão de Celso Luiz e aliado político de JHC. Tenorinho também está na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas nas eleições deste ano.

Vale lembrar que Tenorinho Malta é alvo de denúncia encaminhada a órgãos de controle após a contratação de mais de R$ 4 milhões para manutenção da frota em Inhapi, concentrada em uma única empresa, sem concorrência efetiva e com falta de transparência. O relatório aponta ainda suspeitas de irregularidades no uso de recursos do transporte escolar, incluindo despesas sem comprovação e possíveis inconsistências nos veículos informados.

Condenação no caso Taturana

Celso Luiz, ex-prefeito de Canapi, foi condenado pela Justiça Federal, em 2015, por envolvimento em desvios de recursos públicos, em um dos principais desdobramentos da Operação Taturana.

De acordo com a sentença, cerca de R$ 17,6 milhões, que deveriam ser destinados à educação, foram desviados e transferidos para contas irregulares, incluindo de terceiros. A decisão judicial destacou que a prática causou prejuízos diretos a estudantes da rede pública, sobretudo os mais vulneráveis.

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