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Sindicato dos Advogados se manifesta a favor de desembargadora, mas OAB-AL segue em silêncio

Redação

O Sindicato dos Advogados e Advogadas de Alagoas (SINDAV-AL) publicou uma nota de repúdio aos ataques contra a desembargadora eleitoral Natália França Von Sohsten e sua esposa, a advogada Ana Lydia de Almeida Seabra. As publicações utilizaram o fato de Ana Lydia ocupar um cargo na estrutura do Poder Executivo de Alagoas para levantar suspeitas sobre a conduta profissional da magistrada.

Os ataques questionam a atuação de Natália França no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a partir da relação conjugal com Ana Lydia e da função exercida pela advogada na Alagoas Previdência. No entanto, a Associação de Mulheres Juristas de Alagoas (AMJA) destacou que documentos públicos indicam que Ana Lydia já estava no órgão desde fevereiro de 2024.

Em nota, o SINDAV-AL afirmou que críticas fazem parte do Estado Democrático de Direito, mas que divergências políticas não devem ser utilizadas para desqualificar profissionalmente a trajetória de uma mulher que exerce função de relevância na Justiça Eleitoral.

Até o momento, a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) ainda não se manifestou sobre o caso.

Confira a nota do sindicato:

A desembargadora eleitoral Natália França Von Sohsten, integrante do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), tornou-se alvo de ataques nas redes sociais que passaram a explorar sua relação conjugal e a atuação profissional de sua esposa, a advogada Ana Lydia de Almeida Seabra. Há apurações que desmontaram ações, orquestradas, de um grupo político para tentar descredibilizar o trabalho da desembargadora eleitoral.
por meio de seu presidente, Elias Ferreira, manifesta solidariedade à desembargadora eleitoral Nathália Von Sohsten diante dos ataques e manifestações que vêm ultrapassando os limites do debate público e alcançando sua vida pessoal e familiar.

O SINDAV-AL reafirma que críticas à atuação de agentes públicos e às decisões da Justiça Eleitoral fazem parte do Estado Democrático de Direito e devem ser exercidas de forma legítima, responsável e fundamentada. O que não pode ser admitido é que divergências políticas sejam utilizadas como justificativa para ataques pessoais, intimidações ou tentativas de desqualificar a trajetória profissional de uma mulher que exerce função de relevância na Justiça Eleitoral.

“Quando a vida pessoal e familiar passa a ser utilizada como instrumento de pressão ou de desqualificação, ultrapassamos os limites do debate democrático. É ainda mais grave quando esses ataques assumem contornos sexistas e homofóbicos. A crítica deve ser dirigida aos atos, às decisões e às ideias, nunca à dignidade da pessoa”, afirmou Elias Ferreira.

O SINDAV-AL reforça seu compromisso com a defesa da advocacia, do respeito às instituições, da liberdade de expressão e do debate democrático, sempre dentro dos limites impostos pelo respeito à dignidade humana.

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