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Silêncio de Marina JHC sobre crise do STF preocupa aliados bolsonaristas

Reprodução

O silêncio de Marina JHC (PSDB) sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a preocupar aliados bolsonaristas em Alagoas. Candidata ao Senado em uma composição que reúne partidos e lideranças de direita, Marina ainda não apresentou uma posição clara sobre a investigação ou um eventual impeachment de ministros da Corte.

O desconforto aumentou porque os demais candidatos ao Senado já começaram a se manifestar sobre o assunto. Alguns defendem mudanças no Judiciário, enquanto outros foram mais incisivos ao apoiar a abertura de investigações e até processos de impeachment caso existam elementos contra integrantes do Supremo.

Davi Davino Filho (Republicanos), por exemplo, afirmou durante entrevista à TV Gazeta que o ministro Alexandre de Moraes “precisa, no mínimo, ser investigado”. O candidato também declarou ser favorável ao impeachment de ministros quando houver fundamentos que justifiquem a abertura do processo.

Marina, por sua vez, tem concentrado suas aparições em críticas a Renan Calheiros (MDB) e ao que classifica como “velha política”. O discurso explora a renovação do Senado, mas ainda não esclarece como ela pretende votar em temas que mobilizam diretamente o eleitorado bolsonarista.

Nos bastidores, aliados avaliam que a ausência de uma resposta deixa um espaço político que começa a ser ocupado pelos adversários. Para esse grupo, não basta Marina se apresentar como candidata da mudança: ela também precisará dizer como pretende agir diante de pedidos de investigação ou afastamento de ministros do STF.

A preocupação cresce porque o Senado possui papel central nesse debate. Cabe à Casa analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, o que transforma o posicionamento dos candidatos em uma questão concreta da campanha, e não apenas em uma discussão ideológica.

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