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Cresce movimento contra políticos agressores de mulheres em Alagoas

Reprodução

Redação

A discussão sobre a presença de políticos associados a casos de violência contra mulheres ganhou espaço durante a campanha eleitoral em Alagoas. O tema voltou ao debate público nas últimas semanas, em meio a manifestações de candidatos e movimentos que defendem maior rigor no enfrentamento à violência contra a mulher.

O assunto também envolve um candidato ao Senado que teve o nome relacionado, ao longo dos anos, a acusações de agressão feitas pela ex-esposa. O caso foi amplamente divulgado pela imprensa nacional e voltou a ser citado durante a atual campanha. A própria mulher relatou publicamente as acusações e chegou a ter declarações sobre o episódio retiradas do ar por decisão judicial em 2024. A medida, entretanto, foi posteriormente revogada.

Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Federal (MPF) lançaram a campanha “Política é Substantivo Feminino”, voltada à prevenção e ao combate à violência política de gênero. Dados do TSE mostram que o número de processos relacionados ao tema passou de 15, em 2022, para 177 em 2026, até setembro.

A mobilização nacional também ganhou reforço com um acordo entre o MP Eleitoral e o TSE para monitorar casos, oferecer suporte às vítimas e adotar medidas de urgência quando houver risco à integridade física de mulheres.

Em Alagoas, o tema passou a aparecer com mais frequência nos discursos da campanha. Recentemente, por exemplo, o candidato ao Governo Renan Filho mencionou as acusações contra o candidato ao Senado durante uma sabatina, ao abordar propostas relacionadas à proteção das mulheres.

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