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Ato reúne jornalistas em defesa da liberdade de imprensa em Alagoas

Redação

Jornalistas de Alagoas realizaram um ato público em defesa da liberdade de imprensa nesta terça-feira (29), no bairro do Jaraguá, em Maceió.

A categoria se reuniu para protestar contra ações judiciais movidas pelo ex-prefeito de Maceió, JHC, pela Federação PSDB/Cidadania e pela coligação Alagoas Gigante.

De acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o Estado já registra 183 ações contra jornalistas, veículos, comunicadores e produtores de conteúdo, ajuizadas por JHC e seus apoiadores.

O ato, que ocorreu no restaurante Casa de Mãinha, contou com a presença de diversos profissionais da comunicação e teve uma programação exclusiva com transmissão ao vivo.

Apoiando a causa, estiveram presentes os três últimos ex-presidentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), Joaldo Cavalcante, Fátima Almeida e Flávio Mineirinho.

Também participaram o ex-secretário de Estado Ênio Lins, a vereadora Teca Nelma, o superintendente regional do Trabalho, Cícero Filho, e o jornalista da Folha de Alagoas João Mousinho, além de outros nomes da comunicação alagoana.

Os profissionais são alvo de ações judiciais por realizarem críticas à gestão de JHC e abordarem o investimento de R$ 117 milhões do Iprev Maceió no Banco Master, realizado durante a gestão do ex-prefeito.

Caso Master

Durante a gestão de JHC, entre 2023 e 2024, o Iprev Maceió aplicou R$ 117 milhões do fundo previdenciário em títulos do Banco Master. O investimento é alvo de investigação da Polícia Federal (PF), que realizou buscas na sede do instituto para apurar possíveis irregularidades na gestão e na aplicação dos recursos.

Entre os investigados estão João Felipe Alves Borges, secretário municipal da Fazenda; Ronnie Reyner Teixeira Motta, ex-presidente do Iprev; Gustavo Antônio Rodrigues, ex-coordenador de investimentos; Renan Foglia Calamia, dirigente da Crédito & Mercado; Marília Alexandre de Lima, integrante do núcleo de governança; e Marcelo Brasileiro Santos, do Comitê de Investimentos.

Para a PF, o processo de aplicação dos recursos do Iprev Maceió foi realizado sem estudos comparativos independentes e com a aceitação de propostas apresentadas pelo banco. O órgão apura investimentos de regimes de previdência de todo o país na instituição financeira.

Além disso, à época, o Banco Master já constava na Lista Exaustiva do Ministério da Previdência Social, que reúne instituições financeiras consideradas impróprias para receber recursos de regimes de previdência social. A instituição estava na lista desde abril de 2024, antes da conclusão das negociações com o Iprev Maceió.

 

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