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Uneal concederá título de Doutor Honoris Causa ao fotógrafo e cineasta Celso Brandão

Reprodução

A Universidade Estadual de Alagoas concederá o título de Doutor Honoris Causa ao professor, fotógrafo e cineasta alagoano Celso Brandão na sexta-feira (09), às 19h, na Associação Comercial, em Maceió. A homenagem, proposta pelo professor Odilon Máximo de Morais, foi aprovada pelo Conselho Superior da instituição em reconhecimento à contribuição do artista à cultura e às artes em Alagoas.

Celso Brandão (75) é graduado em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes. Atuou como professor de fotografia nos cursos de Arquitetura e Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) por 30 anos.

Com uma produção profícua durante mais de cinco décadas, Celso Brandão é uma referência local e nacional por suas fotografias, exposições, publicações e filmes que destacam a cultura nordestina, com ênfase em pessoas e manifestações alagoanas.

Entre os seus trabalhos, estão as exposições “Argueiro, um cisco no olho” (Galeria Fotóptica, São Paulo, 1993), “Canudos” (Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro, 2002), “Memento” (Casa da Aposentadoria, Penedo, 2013 / IPHAN, Maceió, 2014), “Canto Oculto” (CAIITE, Centro de Convenções / Pinacoteca Universitária da UFAL, 2015), “Boîte noire” (Maison Européenne de la Photographie, Paris, França, 2016), “Taramps” (Galeria do Sesc Centro, Maceió, AL, 2016-2017) e “Caixa-preta” (Caixa Cultural, DF, 2016/2017 / Galeria Gávea, RJ, 2017).

Celso Brandão é autor de mais de 20 publicações, como “Carrapicho: cerâmica e arte”, “Exposição Arte de Alagoas: Centenário do Poeta Jorge de Lima”, “Arte Pará: Nordeste Brasileiro – Matriz Popular e Consciência Construtiva”, “Santeiros da Bahia: Arte e Religiosidade”, “Mestres Artesãos das Alagoas: Fazer Popular”, “Memento”, “Ilha do Ferro” (fotografias de Celso Brandão, textos por Fernando Fiúza e Pierre Devin), “Caixa Preta”, entre outras.

Entre dezenas de filmes realizados de 1974 a 2025, destacam-se “Guerreiros das Alagoas” (1984), “Papa Sururu” (1990) e “Bobos de Tatuamunha” (2012). Muitos filmes recentes podem ser assistidos por meio do site www.vimeo.com/estreladonorte/videos.

Celso Brandão aponta os filmes “O Ponto das Ervas” e “Memória da Vida e do Trabalho”, além dos livros de fotografia “Caixa-Preta” e “Ilha do Ferro” e das exposições “Caixa-Preta”, na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, e “Argueiro, um cisco no olho”, na Galeria Fotóptica, em São Paulo, como seus trabalhos mais representativos.

“Celso Brandão tem uma grande contribuição como professor da Ufal, ao formar dezenas de profissionais; é um artista e um grande divulgador da cultura popular alagoana através da fotografia, do cinema e das publicações. Conceder esse título ao Celso é reconhecer a importância dos alagoanos que produzem conhecimento e saberes, valorizando e dando voz à cultura popular local”, explicou o reitor da Uneal, Odilon Máximo.

O título de Doutor Honoris Causa é a maior honraria concedida pela Universidade a personalidades que tenham contribuído para o avanço da instituição, da Região e do País ou que tenham se distinguido pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do bem-estar e do melhor entendimento entre os povos.

/Assessoria

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