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Caso Rhavy: mãe e padrasto são condenados por morte de criança de dois anos

Reprodução

Os réus Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza foram condenados pela morte de Rhavy Abraão Alves de Lima, de dois anos de idade. A mãe da criança recebeu a pena de dois anos, dois meses e sete dias de reclusão, em regime aberto. Já o padrasto da vítima foi condenado a 50 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.

O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (19), no Fórum da Capital, e foi conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, titular da 9ª Vara Criminal de Maceió. Em relação à ré, o juiz afirmou que ela agiu de forma culposa, tendo sido negligente ao deixar de adotar as providências necessárias para evitar a morte da vítima.

“Uma criança de apenas dois anos de idade se encontra em situação de extrema vulnerabilidade, sem condições de se defender adequadamente ou de buscar auxílio por conta própria, circunstâncias que exigiam da ré cuidados redobrados e a adoção das providências necessárias à preservação de sua vida, tendo ela, contudo, deixado de prestar o socorro oportuno e adequado”, afirmou.

O magistrado também citou na decisão depoimentos de testemunhas que relataram que a ré costumava agredir os filhos.

Já o padrasto foi condenado por homicídio qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, que era menor de 14 anos). Depoimentos apontaram ainda o envolvimento dele com o tráfico de drogas.

“No mesmo dia em que a vítima morreu, o réu estava cobrando de um terceiro o pagamento de valores relacionados a drogas, o que demonstra a exposição de crianças a um ambiente marcado pela circulação de drogas”, disse o magistrado, que manteve a prisão de Manoel Pedro.

Na decisão, também foi decretada a perda do poder familiar de Nicole em relação aos outros dois filhos dela, que estão sob guarda da tia materna.

O caso

O crime ocorreu em maio de 2025, no Povoado Boca do Rio, na Garça Torta. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Nicole abordou uma viatura da Polícia Militar afirmando que seu filho precisava de socorro. A PM foi até a casa, encontrou a criança sem sinais vitais e chamou o Samu, que confirmou o óbito e localizou múltiplos hematomas no corpo do menino.

Ao serem ouvidos no júri, os réus negaram envolvimento na morte da criança.

/Dicom TJAL

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