Redação
Weverton Faustino da Silva e Raiane Santos de Melo foram presos na comunidade de Ilha das Cobras, em Paraty, no Rio de Janeiro, suspeitos de envolvimento no assassinato de um casal em Alagoas, em novembro de 2022. Segundo as investigações, os dois integrariam o Comando Vermelho (CV) e atuariam no tráfico de drogas, além de participar da expansão da facção criminosa no interior fluminense.
Os suspeitos eram considerados foragidos da Justiça alagoana. Contra eles, havia mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado, que ainda não tinham sido cumpridos até a localização do casal no estado do Rio de Janeiro.
Duplo homicídio em Alagoas
As vítimas foram identificadas como Camila Bilar de Oliveira, de 26 anos, e José Marcelo Lopes dos Santos Filho, de 23, companheiro dela. O crime ocorreu durante a madrugada, quando os criminosos invadiram a residência onde os dois estavam e efetuaram disparos de arma de fogo contra eles. A mulher foi atingida no pescoço, enquanto o homem foi baleado no rosto.
De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, os responsáveis pelo assassinato gravaram vídeos durante a execução. Nas imagens, os criminosos aparecem sussurrando antes de entrar na casa e combinando como imobilizariam Camila, que não seria o principal alvo da ação.
Durante o ataque, a mulher foi mantida em uma cadeira de balanço, com a filha do casal nos braços. Enquanto isso, os suspeitos atiraram e agrediram com pauladas José Marcelo, que estava dormindo na cama. Após matarem o homem, os executores também dispararam contra Camila.
A criança não foi atingida e sobreviveu ao crime.
Fuga e prisão no Rio de Janeiro
Conforme as investigações, Weverton e Raiane tinham ligação com o tráfico de drogas comandado pelo Comando Vermelho em Alagoas. Depois do duplo homicídio, os dois fugiram para a região Sudeste, onde buscaram abrigo em Paraty e passaram a atuar na expansão da facção criminosa.
A localização do casal foi possível após o compartilhamento de informações entre a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado de Alagoas (Dracco/AL).
Após a prisão, os suspeitos deverão ser apresentados à audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

