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Votos registrados após as 17h representam menos de 0,03% do total no segundo turno

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Redação

Levantamentos da BBC News Brasil e do g1 apontam que entre 33,8 mil e 35,5 mil votos para presidente foram registrados após as 17h do último domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026. O número representa aproximadamente 0,03% do total de votos contabilizados no país e é muito inferior à diferença de cerca de 4,4 milhões de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente, e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a análise da BBC News Brasil, foram identificados 33.866 votos registrados após as 17h. Já o levantamento do g1 contabilizou 35.521 confirmações de voto no mesmo período. As diferenças entre os números decorrem dos critérios utilizados nas análises dos registros das urnas eletrônicas.

A votação foi prorrogada até as 19h por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. As solicitações foram motivadas por relatos de dificuldades no transporte público e por condições climáticas adversas em diferentes regiões do país.

Como diversas urnas já haviam sido encerradas quando a decisão foi anunciada, a determinação passou a valer apenas para as seções eleitorais que ainda estavam em funcionamento, sem reabertura das urnas já fechadas.

Para chegar aos números, os levantamentos analisaram os registros digitais de funcionamento das urnas, conhecidos como logs. Esses arquivos permitem identificar os horários em que os votos foram registrados, mas não revelam em qual candidato cada eleitor votou.

A análise da BBC também identificou que a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro foi aproximadamente 130 vezes maior que o total de votos registrados depois das 17h contabilizados pelo levantamento. O petista recebeu cerca de 64,2 milhões de votos, contra aproximadamente 59,8 milhões do adversário.

Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro questionou a prorrogação do horário de votação e afirmou que contestaria a eleição. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, por sua vez, declarou ter segurança no processo eleitoral.

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