Redação
Uma terceira mulher que aparece nas imagens das agressões que resultaram na morte da gata comunitária Camila Regina foi identificada. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo deputado estadual Delegado Leonam Pinheiro. De acordo com o parlamentar, a mulher é irmã de Patrícia, uma das investigadas pelo crime, que permanece foragida.
A identificação foi anunciada por Leonam em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, o deputado afirmou que as investigações avançaram e permitiram reconhecer a terceira pessoa envolvida nas imagens. Ele também fez um apelo para que Patrícia se apresente à polícia e responda à Justiça.
O parlamentar declarou que as buscas pela investigada continuam e afirmou que ela será responsabilizada, assim como a irmã, pelas agressões contra o animal.
O caso já havia resultado na prisão de José Tarciso Tavares, apontado como um dos suspeitos de envolvimento na morte da gata. Ele foi localizado no sábado (31), em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, durante uma operação da Polícia Civil para cumprir um mandado de prisão preventiva.
Patrícia, por sua vez, ainda não foi localizada. Denúncias anônimas sobre seu paradeiro podem ser feitas por meio do Disque Denúncia, pelo telefone 181.
O caso
Camila Regina era uma gata comunitária cuidada por frequentadores de uma academia situada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O animal morreu após sofrer uma série de agressões no estabelecimento.
Segundo denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), o animal foi colocado e mantido dentro de um saco plástico, sendo submetido à asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidas vezes sobre o corpo da gata, ainda enclausurada, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos, provocando intenso sofrimento até a morte do animal.
Ainda segundo a denúncia, após as agressões, a mulher apontada como mandante teria deixado o estabelecimento levando o saco plástico no qual estava o corpo da gata.

