Redação
Trabalhadores contratados das empresas responsáveis pelo transporte escolar de Maceió, vinculadas à Secretaria Municipal de Educação (Semed), denunciam que estão há quatro a cinco meses sem receber os salários. Segundo os profissionais, o último pagamento realizado foi referente ao mês de junho. A situação tem provocado desespero entre os profissionais, que dependem da remuneração para garantir o sustento de suas famílias.
Diante do cenário de dificuldades financeiras, os trabalhadores fazem um apelo à Semed e à gestão do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, para que os pagamentos sejam regularizados com urgência. Segundo os relatos, a falta de recursos tem comprometido a vida dos profissionais, que seguem aguardando uma solução para o problema.
A cobrança também se estende às empresas responsáveis pela execução do serviço. Os trabalhadores pedem que a Prefeitura de Maceió regularize os repasses às prestadoras de serviço, garantindo condições para que os compromissos trabalhistas sejam cumpridos e as atividades do transporte escolar continuem sendo realizadas normalmente.
O temor é de que a situação se agrave e resulte na paralisação do transporte escolar, prejudicando diretamente os estudantes da rede municipal de ensino e suas famílias.
Os profissionais reforçam que não querem interromper suas atividades, mas ressaltam que a falta de pagamento torna cada vez mais difícil manter a rotina de trabalho. A categoria cobra sensibilidade da administração municipal e uma resposta concreta para que os salários atrasados sejam quitados.
O apelo é direto à gestão municipal: “que os pagamentos sejam efetuados, os trabalhadores tenham seus direitos respeitados e a normalidade do transporte escolar seja restabelecida, sem prejuízos à comunidade escolar de Maceió”, disse um terceirizado.
Bastidores
Há informações apuradas pela Folha de Alagoas que um político influente, ligado ao ex-prefeito de capital, JHC, estaria de “olho” no contrato do transporte público de Maceió.
A estratégia seria “sucatear” a atual estrutura para uma empresa ligada a esse político possa presta o serviço e levar o dinheiro público, pois a contratação de emergencial, com dispensa de licitação, pode ser feita caso ocorra a paralisação das atividades do transporte.

