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Festival de música na Suécia proíbe entrada de homens em protesto contra assédio e violência sexual

31 de agosto de 2018
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“Este é o primeiro grande festival de música do mundo sem a presença de homens, e que faz uma denúncia contra todos os abusos sexuais em nossa sociedade. Queremos simplesmente que mulheres, não-binários e transexuais sejam capazes de participar de um festival de música e se sentirem ao mesmo tempo seguros”, diz o comunicado do evento.

Para a criadora do festival, a apresentadora de rádio e comediante sueca Emma Knyckare, é razoável excluir os homens de um festival de dois dias de durGação, “uma vez que as mulheres são discriminadas durante todo o tempo”:

“Posso entender as críticas, e o fato de que homens também gostariam de participar do festival. Mas espero que eles possam compreender o propósito maior do festival, e procurar outras atividades interessantes para ocupar seu tempo durante o evento. Creio que a maioria dos homens também gostaria de ver uma mudança na cultura de assédio”, disse Emma Knyckare à rádio sueca.

Agressões e estupros
O festival foi organizado como um ato de repúdio aos crimes sexuais ocorridos em festivais de música do país no verão passado. A edição de 2018 do Bråvalla – o maior festival de música da Suécia – chegou a ser cancelada, por conta de denúncias de quatro estupros e 23 casos de abuso sexual ocorridos em 2017.

“Fiquei aborrecida com o fato de que o foco principal da mídia, ao noticiar os casos de abuso sexual, eram sempre os imigrantes e o álcool, e não os homens em geral”, conta a fundadora do evento.

A ideia de criar o Statement Festival começou a tomar corpo a partir de um tuíte de Emma, em que ela escreveu: “O que vocês acham de criarmos um festival em que nenhum homem possa entrar, até que TODOS os homens aprendam a se comportar?”

Organização solidária
A resposta foi surpreendente. Na campanha de crowfunding lançada para financiar a ideia, a meta era arrecadar 500 mil coroas suecas (cerca de R$ 230 mil) em um mês. Mas em apenas 21 dias, a contribuição de três mil pessoas tornou o projeto possível. O festival está sendo organizado pela Statement, uma entidade sem fins lucrativos. E a própria direção do festival Bråvalla, que já havia decidido cancelar o evento de 2018, se ofereceu para apoiar os preparativos.

“Mas o objetivo principal é essencialmente conscientizar as pessoas sobre a necessidade de acabar com a cultura do assédio, e fazer com que o Statement Festival não seja mais necessário no futuro”, disse Emma Knyckare ao jornal Göteborgs Posten.

Em uma das queixas, um homem argumentou que não achava justo ser impedido de assistir ao concerto da cantora sueca Frida Hyvönen – ao que os organizadores do festival responderam que ele teria oportunidade de assistir a outros shows da artista. Recentemente, o Ombudsman afirmou que não seria possível apresentar uma conclusão sobre as queixas apresentadas antes da data marcada para o início do festival.

Proibido para ‘machos’
O palco do Statement Festival será uma zona proibida para homens – não só o público, como também os artistas e funcionários da organização do evento, serão compostos por mulheres.

“Não se trata de punir os homens, e sim de dar a mulheres e transexuais a oportunidade de se divertir em um festival de música sem precisar ter medo”, argumentou Emma em declarações à TV sueca. A única exceção à proibição da presença de homens serão os transexuais masculinos.

Entre os artistas, participam do festival nomes como Frida Hyvönen, Joy, Beatrice Eli, Maxida Märak e Tami T. Também estarão se revezando no palco algumas das melhores comediantes suecas, como Nour El Refai e Petrina Solange.

“Uma mulher de Kiruna (norte da Suécia) me disse que finalmente ela vai ter coragem de ir a um festival de música, pela primeira vez desde Woodstock (em 1969, nos Estados Unidos). É muito bom saber que podemos passar uma sensação de segurança às mulheres”, disse Emma Knyckare ao jornal ETC Göteborg.

É possível até, diz a fundadora do evento, que o festival já tenha cumprido parte de seu objetivo:

“É difícil afirmar o que for. Mas de qualquer forma, não tenho ouvido falar sobre casos de violência sexual nos festivais de música deste verão na Suécia”.

G1

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