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Zélia Duncan lança um grito, em cena que legitima as oscilações do show ‘Tudo é um’

8 de julho de 2019
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“Fazendo cada vez mais sentido…”, concluiu Zélia Duncan no palco do Teatro Paulo Autran, com ar melancólico, após cantar Imorais, parceria da artista fluminense com Christiaan Oyens lançada pela cantora no álbum Acesso (1998).

Plena de sentidos na letra que profetiza a queda dos que tentam cercear o gosto e o comportamento alheio, Imorais reapareceu no show Tudo é um, com Zélia ao violão, para reafirmar discurso cada vez mais necessário em tempos nublados.

No show que estreou na cidade de São Paulo (SP) na sexta-feira, 5 de julho, no teatro do Sesc Pinheiros, Zélia enfatizou a expressão desse discurso fazendo do palco um lugar de fala que explicitou a atualidade de músicas como Tempestade (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1994) ao mesmo tempo em que amplificou o sentido das músicas do recém-lançado álbum Tudo é um (2019), afetuoso disco que marcou a volta da artista à sonoridade pop folk que jazia adormecida na discografia da cantora desde o delicado álbum Pelo sabor do gesto (2009).

“Posso ser eu o braço que te carrega”, bradou, do alto de cadeira posicionada ao centro do palco-palanque, dando sentido de união a versos de Só pra te lembrar (Dani Black e Zélia Duncan, 2015), uma das 11 músicas que compõem o repertório do belo álbum Tudo é um.

Além de oportuno, o discurso politizado soou redondo no roteiro corajoso (por ignorar os hits), construído por Zélia com Isabel Teixeira, diretora do show que, no bis aberto com Minha fé (Lucina e Zélia Duncan, 1996), culminou com a exposição de cartazes onde se lê frases e palavras como “Com sentimento”, “Marielle” e “Não é não”.

Nesse contexto, a letra de Sexo (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1998) foi aditivada para explicitar a marcação de posição em favor das liberdades sexuais e sociais, sobretudo a liberdade da mulher ser e fazer o que bem entende. Até os gestos, como o chute da cadeira ao fim de Faz uma surpresa (Zeca Baleiro e Zélia Duncan, 2019), sublinharam a tomada de posição.

A questão é que, em favor do discurso, Zélia oscilou musicalmente ao longo do show que alternou a suavidade do folk com a batida funkeada de alguns temas.

É importante reafirmar a ideologia libertária contida no tom imperativo dos versos de músicas como Assim é que eu gosto (Christiann Oyens e Zélia Duncan, 1996) – reciclada no show Tudo é um com pegada country – e Bom pra você (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1996). Só que essas duas músicas, lançadas por Zélia no álbum Intimidade (1996), nunca sobressaíram no cancioneiro autoral da artista e se confirmaram irrelevantes no show Tudo é um. Assim como a já mencionada Minha fé.Após um álbum estupendo que firmou há 25 anos o nome da cantora no universo pop, Zélia Duncan (1994), a intérprete foi perdendo o fôlego autoral em discos posteriores até reencontrar o fio da meada no álbum Eu me transformo em outras (2004). Deste disco (de intérprete) em diante, Zélia expandiu o eixo estético da obra, seja como cantora, seja como compositora, revigorada a partir do álbum seguinte, Pré-pós-tudo-bossa-band (2007).

Sobretudo na segunda metade o show, Tudo é um se ressentiu da predileção por algumas músicas menores dentro dessa obra. Foi o caso de Miopia (Lucina e Zélia Duncan, 1994), título menos sobressalente dentro do luminoso repertório do álbum decisivo de 1994.

Outra questão é que o conceito de “não-show” defendido por Zélia na construção da cena se diluiu ao longo da apresentação. A abertura da cena de Tudo é um resultou original ao descortinar o palco com a cantora ao fundo, como se estivesse balbuciando versos da delicada canção Olhos perfeitos (Christiann Oyens e Zélia Ducan, 2019) informalmente, na sala da própria casa.

Aos poucos, o canto foi ganhando forma e volume, assim como foi sendo amplificado o toque da banda formada por Cristiano Galvão (bateria e percussão), Ézio Filho (direção musical e baixo), Léo Brandão (teclados e sanfona) e Webster Santos (violão e guitarra).

A bela cenografia de Simone Mina também evidenciou, em especial no fim, a coxia. Só que, em essência, a forma de Tudo é um se mostrou a de um show convencional, em cujo roteiro Zélia também recorreu mais uma vez, no canto de Porque eu não pensei nisso antes? (1998) e Zélia Mãe Joana (2012), ao discurso incisivo do compositor Itamar Assumpção (1949 – 2003), a quem a cantora já dedicou álbum irretocável, Tudo esclarecido (2012).

Formas e conceitos à parte, pairou em cena a força delicada de composições como Breve canção de sonho (Dimitri Rebello e Zélia Duncan, 2012), O que mereço (Juliano Holanda, 2019) e Eu vou seguir (Zélia Duncan, 2019), esta alocada no fim do show – com o mesmo coro ouvido no fecho do disco Tudo é um – para reafirmar a disposição de continuar firme na luta.

Como reforçou ao bombear sem impacto Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1973), única música até então inédita na voz da cantora, Zélia Duncan segue em cena e, em Tudo é um, lança um grito, um desabafo, que legitima até as oscilações do show. (Cotação: * * * 1/2)

♪ Eis o roteiro seguido em 5 de julho de 2019 por Zélia Duncan na estreia nacional do show Tudo é um no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo (SP):

1. Olhos perfeitos (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 2019)

2. Tudo é um (Chico César e Zélia Duncan, 2019)

3. Breve canção de sonho (Dimitri Rebello e Zélia Duncan, 2012)

4. Canção do amigo (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 2019)

5. Só pra lembrar (Dani Black e Zélia Duncan, 2015)

6. Por que não pensei nisso antes? (Itamar Assumpção, 1998)

7. Miopia (Lucina e Zélia Duncan, 1994)

8. Faz uma surpresa (Zeca Baleiro e Zélia Duncan, 2019)

9. Zélia Mãe Joana (Itamar Assumpção, 2012)

10. Medusa (Zeca Baleiro e Zélia Duncan, 2019)

11. Sexo (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1998)

12. Bom pra você (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1996)

13. Imorais (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1998)

14. Assim que eu gosto (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1996)

15. Intimidade (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1996)

16. Tempestade (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1994)

17. Sempre os mesmos erros (Fred Martins e Zélia Duncan, 2019)

18. Feliz caminhar (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2019)

19. O que mereço (Juliano Holanda, 2019)

20. Sangue latino (João Ricardo e Paulinho Mendonça, 1973)

21. Eu vou seguir (Zélia Duncan, 2019)

Bis:

22. Minha fé (Lucina e Zélia Duncan, 1996)

23. Código de acesso (Itamar Assumpção, 1998) – a pedido do público

24. Pagu (Rita Lee e Zélia Duncan, 2000) – a pedido do público

G1

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