Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
28 de fevereiro de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
28 de fevereiro de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Novo estudo indica que plásticos já invadiram ‘berçários’ de larvas de peixes

13 de novembro de 2019
0
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Para peixes “bebês”, a superfície do mar perto do costa é uma camada rica em nutrientes, fazendo dela uma espécie de “berçário” para larvas desses animais, chamados de alevinos.

Mas o que cientistas desconfiavam foi confirmado agora em um estudo inédito: esses locais, ricos em plânctons, estão repletos também de fragmentos de plásticos flutuantes, o que ameaça a vida dos peixes em uma fase bastante vulnerável para a sobrevivência. Em uma dimensão maior, isso implica em potenciais danos para ecossistemas marinhos e até para o consumo humano de produtos vindos dos oceanos, dizem os autores do artigo, publicado esta semana no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

O achado alarmante, vindo da dissecação de animais, constatou que peixes em sua fase larval já consomem pedaços de plástico presentes na água — coisa para a qual só havia confirmação até agora para peixes adultos.

“Peixes na fase larval são fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas e representam as futuras populações de peixes adultos”, explicou em um comunicado à imprensa Jamison Gove, um dos autores do estudo e oceanógrafo da NOAA, órgão de pesquisa do governo americano.

“O fato destas larvas estarem rodeadas de detritos plásticos diminutos e ingerirem plásticos carregados de toxinas, em seu estágio mais vulnerável de vida, é motivo de alarme”, disse Gove.

Concentração de plástico oito vezes maior que no Grande Depósito de Lixo do Pacífico
Os pesquisadores, vinculados ao NOAA e também à Universidade do Estado do Arizona, analisaram dados e materiais de uma área de cerca de 1.000 km² na costa oeste do Havaí.

Eles focaram em corredores na superfície da água em que materiais orgânicos e inorgânicos se juntam.

“Estes corredores concentram plânctons e, portanto, fornecem um oásis de comida que é fundamental para o desenvolvimento e a sobrevivência das larvas de peixes”, disse Jonathan Whitney, ecologista marinho do NOAA e um dos autores do estudo.

Com técnicas de sensoriamento remoto, os pesquisadores detectaram, nestes corredores em comparação com águas superficiais “normais”, uma maior densidade de fitoplânctons (1,7 vezes maior); zooplânctons (3,7 vezes); e larvas de peixes (8,1 vezes). Os corredores continham também peixes com melhores habilidades para nadar, tanto em termos de velocidade quanto de duração.

Mas esses corredores também mostraram uma densidade mediana 126 vezes maior de plásticos do que outras partes das águas superficiais — e oito vezes maior do que a densidade encontrada no Grande Depósito de Lixo do Pacífico, uma massiva área de acúmulo de resíduos, boa parte plásticos, entre a Califórnia e o Havaí. Em 658 larvas de peixes dissecadas, foram encontrados partículas de plástico em 42 deles, uma ocorrência 2,3 vezes maior do que em outros tipos de águas superficiais.

“Encontramos pequenos pedaços de plástico no estômago de espécies amplamente comercializadas, como o espadarte e o dourado-do-mar, e espécies de recifes de corais como o peixe-porco”, contou Whitney.

A maior parte dos plásticos encontrados foram considerados fragmentos pequenos (menores que 5mm) — que costumam originar da decomposição de plásticos maiores, expostos por meses a anos a fatores como Sol e o sal do mar. Em relação ao tipo, a maioria foi de polímeros de polietileno e polipropileno.

“Esses polímeros são usados em itens de consumo de uso único (por exemplo, sacolas plásticas, caixas de alimentos e garrafas d’água) e em materiais comumente usados em indústrias marítimas, como transporte, aquicultura e pesca (por exemplo, engradados, baldes, cordas e redes). Sabe-se que o polímero mais dominante encontrado nos corredores, o polietileno (76,6%), absorve poluentes mais rapidamente do que outros polímeros e pode servir como um vetor de poluentes para a fauna marinha”, diz o estudo.

Fragmentos plásticos azuis confundidos com alimento
Como boa parte dos fragmentos plásticos ingeridos tinham cor azul ou translúcida, e muitos zooplânctons têm pigmentos assim, os pesquisadores acreditam que os animais confundam os itens com alimentos na hora de comer.

Ainda não se sabe ao certo o impacto desta ingestão para os organismos de larvas de peixes, mas tudo indica que seja igual ou pior do que para animais adultos.

“Estudos de laboratório têm algumas limitações, mas já revelaram que a ingestão de plástico pode ter efeitos adversos nos peixes, incluindo o acúmulo de substâncias tóxicas; bloqueio e perfuração intestinal; desnutrição; e diminuição da capacidade de fuga de predadores. Órgãos não plenamente desenvolvidos podem prejudicar a capacidade das larvas de peixes de se desintoxicar e eliminar poluentes químicos. Portanto, os impactos da ingestão de plástico nas larvas são provavelmente mais graves do que nos peixes adultos”, diz o artigo, que apesar do alarme ser sucedido também por possíveis soluções.

“É importante ressaltar que reduzir diretamente a exposição de larvas de peixes a plásticos é factível. Estima-se que o volume anual de plástico que chega aos oceanos poderia ser reduzido em cerca de 80% com investimentos globais no gerenciamento de resíduos e comportamento dos consumidores”, conclui.

G1

Você também pode gostar desses conteúdos

Seduc promove eleição para escolha dos novos conselheiros escolares
Sem categoria

Seduc promove eleição para escolha dos novos conselheiros escolares

por Redação
28 de fevereiro de 2026
Caravana Federativa autoriza duplicação de rodovias e anuncia R$ 11 bilhões em obras para AL
Sem categoria

Caravana Federativa autoriza duplicação de rodovias e anuncia R$ 11 bilhões em obras para AL

por Redação
28 de fevereiro de 2026
Desembargador que absolveu suspeito de estupro é acusado de cinco abusos
Sem categoria

Desembargador que absolveu suspeito de estupro é acusado de cinco abusos

por Redação
27 de fevereiro de 2026
Partido de Davi Davino defende manutenção do regime 6×1
Sem categoria

Partido de Davi Davino defende manutenção do regime 6×1

por Redação
27 de fevereiro de 2026
Advogada Cosmélia Folha irá receber o título de Cidadã Honorária de Maceió
Sem categoria

Advogada Cosmélia Folha irá receber o título de Cidadã Honorária de Maceió

por Redação
27 de fevereiro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post

Óleo no litoral: Governo destina R$ 200 mil para combate ao derramamento

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Economia

Prévia da inflação de fevereiro atinge 0,84%, diz IBGE

28 de fevereiro de 2026
Sem categoria

Seduc promove eleição para escolha dos novos conselheiros escolares

28 de fevereiro de 2026
Geral

Mercado de Jaraguá inicia requalificação após transferência de permissionários

28 de fevereiro de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.