Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
4 de abril de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
4 de abril de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Presidente da Sociedade Alagoana de Infectologia defende quarentena contra Covid-19

31 de março de 2020
0

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Por todo o mundo, as evidências, os fatos e os números confirmam: o isolamento social é a maneira mais eficaz de desacelerar a velocidade de contágio em massa pelo covid-19 (novo coronavírus). Somente com medidas restritivas de circulação e confinamento é possível achatar a chamada curva de transmissão, evitar o colapso na rede pública de saúde e, consequentemente, diminuir o número de casos fatais.

Em Alagoas, ao menos por enquanto, a recomendação é a mesma. O Governo do Estado prorrogou o decreto de isolamento social por mais oito dias a partir desta segunda-feira (30). Para o médico Fernando Maia, presidente da Sociedade Alagoana de Infectologia e integrante do Grupo Técnico de Enfrentamento ao Covid-19 em Alagoas, “a decisão mais sensata no momento é esperar mais uma ou duas semanas para observar o comportamento da epidemia”.

Em entrevista exclusiva, o infectologista reitera a importância da quarentena e dos cuidados com a higiene pessoal, explica porque ainda é cedo para fazer previsões sobre o contágio em Alagoas e não descarta a hipótese de o vírus ter um comportamento diferenciado em localidades de clima mais elevado.

Por que o isolamento social e a quarentena são, em conjunto com os cuidados de higiene pessoal, a maneira mais eficaz de lidar neste momento com o novo coronavírus?

Porque evita as duas principais maneiras de contágio do vírus, que são a respiratória e o contato direto das mãos contaminadas com os olhos, nariz e boca.

Além de seguir as orientações de higiene pessoal e confinamento social, quais são as recomendações para o cidadão diante do discurso que minimiza a letalidade e as devastadoras consequências sociais provocadas por uma epidemia de covid-19?

Nesse momento, a gente precisa ter muita calma. E ler atentamente o que está sendo colocado. Os estudos mostram claramente que o isolamento é necessário e vital para evitar o avanço da epidemia. Agora, há a discussão sobre o chamado isolamento horizontal – que é quando você coloca todo mundo isolado –, que na prática é muito difícil de ser efetivado, a não ser quando se usa a força do Estado para obrigar as pessoas a ficarem em casa. Ou o isolamento vertical que, se for bem feito e bem orientado, funciona bem também. Há exemplos de países do mundo que adotaram o isolamento vertical. É o caso do Japão, de Israel e da Coreia do Sul. Por lá, deu certo. Mas como deu certo? Eles testaram muita gente. A gente não conseguiu e nem vai conseguir fazer isso aqui no Brasil. Então, adotar o modo de isolamento vertical, no meu entendimento, vai ser muito difícil.

Mas a recomendação é para prorrogação do decreto ou já se estuda flexibilizá-lo?

Pra já, devem ser feitas as duas coisas. Inicialmente o decreto de isolamento deve ser prorrogado. E deve começar a ser flexibilizado para o setor privado. Não se deve abrir de uma vez para todo mundo, e sim aos poucos. O grande mistério é a gente saber quando dá pra fazer isso. Como é uma epidemia de uma doença respiratória causada por um vírus novo, tudo é muito dinâmico, tudo muda de um dia para o outro. A gente tem algumas expectativas em relação ao vírus. Aqui no Nordeste, provavelmente o número de casos deve aumentar agora entre abril e maio, que é a época de nossas viroses respiratórias de sempre. O coronavírus é mais uma que vai chegar aí pelo meio de campo. Mas a gente não sabe se vão ser muitos casos, poucos casos ou milhares de casos. A gente não sabe. Temos que estar preparados para todos os cenários que vêm por aí. E a partir dessa observação, a gente vai analisar e saber se é possível tirar a quarentena – ao menos parcialmente – ou se vamos esperar mais algum tempo. Não temos essa resposta ainda.

Como o senhor avalia as posturas e as atitudes contrárias às recomendações de quarentena?

É uma situação muito delicada, muito difícil. 40% da população brasileira trabalham de forma autônoma, não têm renda fixa e nem seguridade social. Numa situação assim, em que fica tudo parado, realmente é muito complicado. Se você deixa as pessoas em casa para não morrer do coronavírus, elas morrem de fome ou de outra coisa. Se você deixa ir para a rua para trabalhar, corre o risco de pegar coronavírus de forma grave. Realmente, é uma situação muito difícil de decidir. Qualquer decisão tem pontos positivos e pontos negativos. Cabe analisar e pesar o que tem sido feito pelo mundo. Nós temos certa vantagem nesse aspecto porque a nossa epidemia está começando agora. Nós já sabemos o que aconteceu na China, na Itália, na Espanha, na Austrália e em outros países. A gente mais ou menos sabe como o vírus se comportou por lá. A gente pode fazer alguma estimativa por aqui. Podemos copiar coisas que deram certo em alguns lugares e não copiar o que deu errado. Mas como é um vírus e um vírus mutante – há inclusive evidência que ele sofreu novas mutações nesse período –, não temos certeza de nada. Sem dúvida, é uma decisão muito difícil para quem está em qualquer esfera governamental porque é decidir sobre algo ainda desconhecido. A medida mais sensata é esperar mais uma semana ou duas semanas para a gente observar o comportamento da epidemia. O momento pede cautela.

Então ainda é cedo para afirmar se iremos nos deparar com um cenário tão dramático vemos na Espanha, na Itália e no Irã e em outros países?

Exatamente. A gente não sabe como o vírus vai se comportar por aqui. Até agora, temos vistos muitos casos com morte, mas todos em locais com clima mais frio que o nosso. A temperatura média na Itália, na França e na Espanha fica entre 8°C e 15°C. Aqui faz 30°C na sombra. O que a gente sabe sobre outros vírus respiratórios é que eles não costumam causar tantos casos por aqui porque a temperatura não é favorável ao vírus. A gente espera e está torcendo para que o comportamento do coronavírus seja parecido. Novamente, é importante dizer: é um vírus novo. A gente não conhece o comportamento dele ainda. Pode ser que ele surpreenda desfavoravelmente. Pode ser que tenhamos muitos casos e até estado de calamidade. Não dá para fazer essa previsão ainda. Os casos estão apenas começando por aqui. Só com o tempo, a partir da observação da dinâmica da epidemia, é que poderemos saber com mais certeza.

O senhor integra o chamado Grupo Técnico de Enfrentamento ao Covid-19 em Alagoas, composto por médicos e infectologistas que atuam na rede estadual e privada. Quais os objetivos e como ocorre a atuação?

Sim, eu faço parte do grupo, que serve para dar suporte técnico-científico em relação ao vírus para as autoridades de saúde do Estado e para o governador, que é quem tem o poder de decidir sobre essa questão. O objetivo é fornecer assessoramento ao governador para que ele possa tomar as medidas baseado na melhor informação possível.

AA

Você também pode gostar desses conteúdos

Eleitor tem um mês para regularizar pendências e ficar apto a votar
Sem categoria

Eleitor tem um mês para regularizar pendências e ficar apto a votar

por Redação
3 de abril de 2026
Prefeitura de Maceió decreta ponto facultativo nesta sexta-feira (5), aniversário da capital
Sem categoria

Prefeitura de Maceió cancela ponto facultativo desta quinta-feira (2)

por Redação
2 de abril de 2026
Maceió pode ganhar pontos de apoio para trabalhadores de aplicativo após proposta de David do Emprego
Sem categoria

Maceió pode ganhar pontos de apoio para trabalhadores de aplicativo após proposta de David do Emprego

por Redação
2 de abril de 2026
MP mantém posição contra soltura de dona de clínica ligada ao caso Claudia Pollyanne
Sem categoria

MP mantém posição contra soltura de dona de clínica ligada ao caso Claudia Pollyanne

por Redação
2 de abril de 2026
Semarh alerta para riscos causados pelas chuvas até quarta-feira (21)
Sem categoria

Inmet renova alerta de chuvas para municípios de Alagoas

por Redação
2 de abril de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post

Recolhimento do FGTS de domésticos pode ser suspenso por 3 meses

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

Comerciantes do Food Park Pajuçara recebem ordem de despejo

3 de abril de 2026
Política

JHC se filia ao PSDB e deve se alinhar politicamente a Lira e Alfredo Gaspar

3 de abril de 2026
Política

Governo vai enviar projeto de lei próprio sobre fim da escala 6×1 nos próximos dias

3 de abril de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.