Redação
O impacto econômico das novas medidas de restrição do comércio deve gerar uma queda nas receitas de R$ 239,2 milhões em duas semanas, segundo estimativa desta quarta-feira (17), revelada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).
O prejuízo de quase R$ 120 milhões por semana tem como referência dados do IBGE e da Receita Federal. Com as consequências da pandemia, o desemprego, em Alagoas, fechou com decréscimo de 18,6% no fim de 2020 e a expectativa para este ano não anima o setor econômico.
Na Fase Vermelha do Plano de Distanciamento Social Controlado, ficou definido que lojas e shoppings funcionarão em horário reduzido e não poderão abrir durante o fim de semana, além de segunda-feira (no caso do Centro) e na terça-feira (Shopping). Restaurantes e bares só estão autorizados a funcionar nos modelos delivery ou pague e leve.
As recentes mudanças de fase foram decididas pelo Governo de Alagoas após o crescimento substancial no número de óbitos e casos, além da alta da taxa de ocupação hospitalar que se aproxima de 90%.
A Fecomércio, por meio de nota, declarou que entende o esforço coletivo para salvar o Sistema de Saúde do colapso, mas também pede que empresas sejam auxiliadas para evitar ainda mais o desemprego, o que faz a renda e o poder de consumo das famílias caírem, provocando queda, inclusive, na arrecadação de impostos para o Estado.
“Por tudo isso, a Fecomércio defende que a permanência do Comércio aberto é importante para a superação desse momento com o mínimo de consequências negativas possíveis. E volta a afirmar que a luta é coletiva. Autoridades públicas, empresários e consumidores precisam, cada um, fazer a sua parte no enfrentamento à pandemia. São muitas famílias envolvidas, muitos empregos, muitas vidas”, diz a nota.