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Secretário de Turismo fala sobre planos para retomada: “Temos que entender o perfil do visitante no pós-pandemia”

6 de junho de 2021
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Secretário de Turismo fala sobre planos para retomada: “Temos que entender o perfil do visitante no pós-pandemia”
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Leonardo Ferreira – Repórter

Os gestores e profissionais do Turismo, setor duramente afetado pela pandemia, estão tentando encontrar soluções para reverter o quadro, ainda mais grave numa cidade como Maceió. Foi nesse contexto que o secretário Ricardinho Santa Ritta, há cinco meses, assumiu a pasta, que também abrange Esporte e Lazer. Para ele, atrair o novo tipo de viajante será o diferencial na retomada, mas que agora o foco é socorrer empreendedores e trabalhadores.

De acordo com o secretário, mesmo com algumas flexibilizações, o custo operacional está inviável para os empresários. Por esse motivo, Alagoas conseguiu capitalizar R$ 35 milhões em créditos através do Banco do Nordeste (BNB) em parceria com agências na esfera federal e estadual, a exemplo da Desenvolve.

“Também criamos, como a capital que mais vacina no Brasil, o projeto Vacina Solidária no qual as pessoas estão doando alimentos para serem distribuídos a trabalhadores. São ambulantes da orla e guias de turismo, que somam mais de 1,5 mil pessoas que sofrem o impacto direto de não ter o turista na praia”, afirmou à Folha.

Por outro lado, Ricardinho admitiu que apenas isso não é o suficiente. “O primeiro grande problema é que quem pegou crédito ano passado, passou da carência de um ano e vai ter que começar a pagar a primeira parcela, mesmo sem conseguir voltar a faturar”, comentou.

“O segundo é que o auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal cumpriu uma função naquele momento, e agora ele é insuficiente, porque para as pessoas poderem comercializar seus produtos, precisamos ter dinheiro nas mãos do trabalhador”, completou, contando que a ampliação da oferta de créditos está em pauta.

“Ainda é insuficiente, porque não estamos conseguindo voltar com a capacidade anterior e, infelizmente, vamos sofrer com a quebradeira de muitos setores e desemprego em alta”

Agravantes
Assim que assumiu a Prefeitura de Maceió, a gestão JHC reclamou da herança deixada pelo antecessor, Rui Palmeira, no que tange a questões estruturais e financeiras. Santa Ritta, porém, reconheceu o impacto da Covid-19, o que ocasionou, de um lado, queda drástica na demanda turística; de outro, paralisou ações voltadas ao esporte e lazer.

“As práticas esportivas e as competições amadoras não estão acontecendo, os atletas não estão podendo treinar da forma comum e os espaços de lazer sofrem com as restrições. Então, o atual momento é para planejar. Nesses cinco meses o que fizemos foi planejar como será o retorno. O setor do turismo é preocupante, porque não sabemos qual será o perfil do visitante no pós-pandemia”, disse o gestor, que esta semana visitou Brasília.

Para além da pandemia, Santa Ritta destacou que é preciso ampliar a capacitação e qualificação dos trabalhadores do turismo a fim de melhorar a prestação dos serviços. No Brasil, o Turismo corresponde a 8% do Produto Interno Bruto (PIB), mas essa taxa é bem maior em Alagoas, representando a força do setor para a economia local.

Retomada
Para o secretário, aprimorar a estrutura e entender o público alvo serão os propulsores do turismo na capital, com base em três pilares: qualificação, divulgação e estruturação, sendo esse último o mais essencial. “É preciso ter bons acessos, através do aeroporto e rodovias, além de cruzeiros marítimos que cheguem ao nosso porto”, defendeu.

“Não adianta vender o destino sem estrutura para receber os visitantes”

Um dos destinos mais procurados do Brasil, 92% dos turistas vêm a Maceió por causa das praias, sendo que 33% são paulistas. No plano municipal, contou Santa Ritta, esses dados de perfil são fundamentais para traçar medidas e metas. Segundo ele, também é preciso ter atrativos à noite, oferecendo mais opções, como museus e feiras de artesanato.

“Entender quem é que vem para cá. É o regional ou do Centro-Sul? Por exemplo, se fala de voos internacionais, porém, de 2 milhões de visitantes anuais, apenas 20 mil são estrangeiros. Então não vale a pena gastar muito recurso. Outro ponto: os operadores da ponta não têm familiaridade com línguas estrangeiras, com poucas pessoas que falam inglês ou espanhol. Ou seja, é preciso focar no visitante que já vem”, finalizou o secretário.

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