Redação
Como divulgado no dia de ontem, movimentos de moradores e empresários dos bairros atingidos pelo afundamento do solo fecharam os dois sentidos da Avenida Fernandes Lima nesta quinta-feira (08), em protesto contra a falta de agilidade e valores justos no processo de indenização.
O grupo de vítimas se concentrou em frente ao prédio do Ministério Público do Estado, por volta de 9h, quando começaram os manifestos. O trânsito logo ficou lento na região.
Organizado pelo Movimento Unificado das Vítimas da Braskem e pela Associação dos Empreendedores no Pinheiro e Região, o protesto está previsto para durar até as 14h.
“Basta de enrolação”. “Estamos cansados de esperar”. “Animais também são vítimas. Queremos abrigo já”. Essas frases estampam alguns cartazes. Um carro de som também está no local.
Segundo informado, equipes da Polícia Militar e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) estão na mediação da situação.
Ontem, o presidente da associação, Alexandre Sampaio, afirmou que há 15 dias foi protocolado no Ministério Público Federal um pedido de mediação para rever o acordo, mas nada foi feito até o momento, como fora prometido.
“Pedimos que a Braskem nos respondesse até hoje, mas até agora não responderam a nossa reinvindicação. Então, em nome de 60 mil moradores, 4.500 empresas e 30 mil trabalhadores, eu peço a sua solidariedade. Se você tiver incomodado com o fechamento e o caos do trânsito, cobre os procuradores do MPF, os promotores do MPE, os defensores públicos e a Braskem”, disse Sampaio, em vídeo que circula nas redes sociais.
A Braskem emitiu nota sobre o questionamento dos moradores e empresários da região. Leia na íntegra abaixo:
“A Braskem apresentou resposta formal à manifestação do MUVB no prazo solicitado, por meio de ofício que também foi endereçado ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual.
O cumprimento do Termo de Acordo é monitorado de perto pelas autoridades signatárias e o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação vem sendo constantemente aperfeiçoado, a partir do processo de escuta à população. Nesta evolução, dois aditivos e 24 resoluções foram firmados entre as partes, para regulamentar e aprimorar aspectos específicos do programa.
Como resultado dessa escuta ativa à comunidade e do aprimoramento constante, o programa registra hoje 7.519 propostas de indenização apresentadas e apenas 26 recusadas. A média de apresentação de propostas é de 630 por mês.
A empresa respeita o direito de manifestação pacífica e reitera seu compromisso com a segurança dos moradores dos bairros afetados pelo fenômeno geológico, propondo e executando as ações necessárias para isso.”















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