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Bolsonaro chama Barroso de idiota e volta a ameaçar eleições de 2022

9 de julho de 2021
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Bolsonaro vota no segundo turno das eleições municipais no Rio
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de idiota e voltou a ameaçar a realização das Eleições de 2022 em conversa com apoiadores.

Sem provas nem indícios, o presidente disse que o atual sistema eletrônico é passível de fraudes e que é preciso implementar o voto impresso no Brasil, além de reforçar seu discurso colocando em xeque as eleições. A insinuação infundada é a de que poderia haver fraude nas atuais urnas para derrotá-lo no ano que vem.

“Não tenho medo de eleições, entrego a faixa a quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos risco de não termos eleições ano que vem. Futuro de vocês que está em jogo”, disse.

Ele ainda criticou a posição de Barroso, que é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), contra o voto impresso.

“Resposta de um imbecil, lamento falar isso de uma autoridade do STF, só um idiota para fazer isso”, disse.
Ontem, Bolsonaro já havia feito a mesma ameaça em relação às eleições de 2022, dizendo que as eleições poderiam acontecer se, em sua visão, não fossem limpas. Hoje, ele avançou em sua posição.

“Nós vamos ter eleições limpas, pode ter certeza. Eu não participar de fraude não quer dizer ‘vou ficar em casa’. Não teremos eleições fraudadas em 2022”, disse.

Desde a adoção das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996, nunca houve comprovação de fraude nas eleições. Essa constatação foi feita não apenas por auditorias realizadas pelo TSE, mas também por investigações do MPE (Ministério Público Eleitoral) e por estudos independentes.

Além disso, as urnas eletrônicas são auditáveis e este procedimento é feito durante a votação. O processo é chamado Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas (ou “votação paralela”). Na véspera da votação, juízes eleitorais de cada TRE (Tribunal Regional Eleitoral) fazem sorteios de urnas já instaladas nos locais de votação para serem retiradas e participarem da auditoria.

Pelo menos desde março do ano passado, Bolsonaro tem afirmado possuir provas, embora não apresente, de fraude nas eleições de 2014 e de 2018. Sobre a primeira, ele afirma que o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) teve mais votos que Dilma Rousseff (PT), eleita naquele ano. A respeito de 2018, ele afirma que uma fraude o impediu de ter derrotado o candidato do PT, Fernando Haddad, ainda no primeiro turno.

No dia 21 de junho, o TSE deu prazo de 15 dias para que o presidente forneça provas das alegações sobre a segurança das urnas. O prazo, porém, só vencerá em agosto, devido ao recesso judicial. Ainda não houve resposta de Bolsonaro no processo.

UOL

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