Redação*
Entrou em vigor, nesta segunda-feira (29), a medida do Banco Central que autoriza duas novas possibilidades para Pix. No aniversário de um ano da forma de transação, que iniciou em novembro de 2020, os usuários agora podem usufruir do Pix Saque e Pix Troco.
Com a mudança, será possível aos clientes realizarem saques em estabelecimentos comerciais participantes. Para isso, basta fazer um Pix para a conta transacional de um prestador de serviço de saque ou de um agente de saque, o qual realizará a entrega de recursos em espécie em valor correspondente ao Pix feito pelo usuário.
No Pix Troco, como o próprio nome sugere, o usuário realiza a transação com um valor além do que deve ser pago na hora de finalizar a compra ou serviço, recebendo a diferença.
O Pix já é considerado sucesso pela desburocratização que se reflete nos números. Em Alagoas, mais de 10,7 milhões de operações, fazendo circular cerca de R$ 3,6 bilhões, foram registradas no mês de outubro. No mês de inauguração, o Pix foi utilizado por mais de 53 mil transações no estado, movimentando quase R$ 141 milhões.
Em termos percentuais, entre novembro de 2020 e outubro de 2021, o crescimento foi expressivo: aumento de 4.135,17% no número de transações e de 2.494,28% no montante financeiro movimentado, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio AL).
Para o assessor econômico da Federação, Victor Hortencio, a alta adesão demonstra que os alagoanos estão confiantes no sistema que apresenta rapidez e segurança, sem falar que é basicamente sem custo, sendo uma alternativa eficaz às taxas cobradas por meios de transferências como TED e DOC.
“À medida que as pessoas foram conhecendo melhor a ferramenta, o medo inicial de vincular dados bancários a chaves como número de telefone ou e-mail ficou em segundo plano ante à praticidade e agilidade das transações”, observa.
No caso do Comércio em geral, o Pix reforçou uma mudança no comportamento dos consumidores, pois, cada vez mais, eles preferem pagar as compras por meio digitais ou com o ‘dinheiro de plástico’ (cartões). Além da praticidade, a escolha também considera a segurança.
“Nos últimos anos percebemos que as compras com dinheiro ‘vivo’ vêm diminuindo consideravelmente quando comparada a décadas passadas. Mas isso é compreensível dado ao avanço da tecnologia e ao crescimento das cidades, fazendo com que as pessoas busquem medidas que tragam mais segurança”, diz Gilton Lima, presidente da Fecomércio.
*com Fecomércio














