Redação*
O laudo do exame cadavérico no corpo da criança encontrado no Benedito Bentes aponta para morte por traumatismo cranioencefálico. Em razão das condições da ossada, a Polícia Cientifica de Alagoas confirmou hoje (29) que vai fazer o DNA para constatar que realmente se trata do menino Márcio Kauã Ferreira Acioli, de 2 anos.
“Durante o exame encontrei uma fratura no osso occipital do crânio causada por um instrumento contundente, cuja investigações deverão apurar que tipo de instrumento é esse. Outro fato que constatamos no exame cadavérico, foi a localização de fraturas antigas consolidadas em três costelas, o que confirma que a criança vinha sofrendo maus tratos”, afirmou o médico legista Kleber Santana.
Sobre a esqueletização total do corpo, o perito médico legista explicou que não há como definir uma data exata da morte. Mas, que dentro das condições em que ele foi desovado, coberto por vegetação, ao relento, sobre condições temporais adversas como sol e chuva, pode haver uma aceleração da decomposição, mas que 10 dias seriam pouco tempo para esse resultado.
A perita criminal Larissa Rachel Martins também encontrou as roupinhas que o menino usava na data que supostamente havia sido sequestrado e que estava desaparecido, dia 18 de abril.
Já em relação a liberação da ossada para sepultamento, a perita odontolegista Dra. Ana Paula Cavalcante Carneiro Nemésio, responsável pelo Departamento de Identificação Humana do IML, explicou que a liberação só será possível após o exame de DNA.
“Isso ocorre, tanto pelo estado em que o corpo foi encontrado, bem como pelo fato de que crianças nesta faixa etária geralmente não apresentam registros dentários ou de impressões digitais para que a equipe possa realizar outros exames de identificação, como o odontolegal e a necropapiloscopia. Os exames antropológicos também ficam limitados uma vez que, em crianças, ainda não há diferenciação sexual perceptível ao exame dos ossos,” afirmou a odontolegista.
*com Assessoria















