Redação
Na porta da TV Gazeta, que promoveu debate ao governo de Alagoas ontem (27), ex-funcionários da empresa, que sofrem até hoje sem receber as devidas indenizações trabalhistas, protestaram contra Fernando Collor (PTB).
O ato, segundo os participantes, foi um manifesto por “Collor Nunca Mais”. Chamando o principal sócio da Organização Arnon de Mello (OAM) de ‘caloteiro’, os jornalistas cobraram o pagamento de seus direitos.
Houve tumulto na porta durante a chegada dos candidatos, sobretudo na de Collor. Apoiadores e colaboradores das campanhas também estavam concentrados no local. Os manifestantes contaram que a segurança tratou os ex-funcionários com truculência.
Em conversa com a Folha, um dos jornalistas afirmou que o grupo entrou em contato com antecedência com todos os candidatos, à exceção de Collor, é claro, para que mostrassem apoio à causa. O débito trabalhista da Gazeta soma mais de R$ 36 milhões, dívida que pode ser reduzida em 90% com o plano de recuperação judicial.
“Todos, exceto Rui Palmeira, que simplesmente não nos respondeu, se comprometeram a tirar uma foto conosco e prestar solidariedade aos ex-trabalhadores da Gazeta, que lutam há 4 anos pra receberem suas indenizações. Porém, na hora, apenas o professor Cícero Albuquerque cumpriu o combinado”, explicou o jornalista.
“As assessorias de Paulo Dantas e Rodrigo Cunha disseram que eles só falariam conosco após o debate, mas não fazia sentido esperarmos até depois de meia-noite. Rui e Rodrigo ainda se aproximaram pra pedir desculpas pela truculência, mas se afastaram logo que pedimos a foto”, completou.
A Folha segue aberta às quaisquer esclarecimentos que a Organização Arnon de Mello queira fazer sobre o tema.















