Redação
A Justiça de Alagoas liberou o uso das redes sociais dos irmãos Adamy Lino de Almeida e Allef Lino de Almeida, conhecidos como gêmeos da rifa. Em novembro, eles foram presos por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e exploração de jogo de azar, já que os sorteios eram ilegais.
Allef, o mais conhecido e que tem 1,2 milhão de seguidores no Instagram, comemorou o retorno, assim como parte dos seguidores. A outra parte cobrou a devolução dos bilhetes adquiridos pré-operação que acabou com as rifas. Os irmãos estão proibidos de voltar a realizá-las, sob pena de serem presos.
Segundo a investigação da Polícia Civil, os acusados compravam os carros de maneira legal, mas rifavam e transferiam sem recolhimento dos devidos impostos. Além disso, há suspeita de que a maior parte dos sorteios era falsa.
Ao todo, foram apreendidos 23 carros, 26 motocicletas, caminhão, pistolas, revólver e R$ 122 mil em espécie. Com os golpes, os acusados já possuíam alguns imóveis de luxo em Maceió e em Arapiraca, onde viviam.
Foram identificados mais de R$ 65 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. O lucro deles chegava a R$ 1 milhão por semana, pois cobravam pouco por cada bilhete: R$ 1, R$ 2, R$ 5, mas vendiam milhares.
Na audiência de custódia, os gêmeos foram liberados para responder pelos crimes fora da cadeia, já que são réus primários e têm bons antecedentes. No entanto, foram definidas algumas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, não se ausentar da comarca, comparecer em juízo, além de não acessar redes sociais ou criar contas novas. Esta última foi revogada esta semana.















