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Redação

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PM que jogou homem da ponte em São Paulo é preso na Corregedoria

5 de dezembro de 2024
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PM que jogou homem da ponte em São Paulo é preso na Corregedoria

Foto: Reprodução

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Foi preso na manhã desta quinta-feira (5) o policial militar Luan Felipe Alves Pereira, 29, filmado arremessando um homem de cima de uma ponte na Cidade Ademar, em São Paulo.

Ele foi preso quando chegava para trabalhar na Corregedoria, área onde estava depois de ser removidos das ruas após a repercussão do caso.

A prisão preventiva dele foi solicitada pela Corregedoria na tarde desta quarta-feira (4) e avaliada pelo TJM (Tribunal de Justiça Militar).

A Folha apurou que o pedido de prisão é a primeira medida do comando da corporação para indicar à tropa que comportamentos violentos e fora dos previstos pelas diretrizes não serão mais tolerados. Reportagem fez ligações para o advogado que representa o policial, na tarde desta quarta, mas não foi atendida.

A cena de violência policial gratuita abriu crise na cúpula da Polícia Militar e na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e expõe a atuação de Guilherme Derrite à frente da pasta da segurança.

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o coronel Cássio Araújo de Freitas, afirmou que entre os casos recentes de violência policial no estado, o episódio em que um agente arremessa um homem de uma ponte no bairro Cidade Ademar, na zona sul da capital, é o mais preocupante. Ele classificou como “um erro emocional”.

“Eu considero um erro básico. Um erro emocional de jogar o rapaz ali. Aquilo era quase infantil um negócio daquele. Comete um erro básico, vai ser julgado por aquilo”, afirmou ele em entrevista à Folha nesta terça-feira (3) no quartel do comando da PM, no centro da capital paulista.

Pelas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas declarou nesta terça (3) que o policial militar “chega ao absurdo de jogar uma pessoa da ponte” não está à altura de usar a farda da corporação.

Na publicação, o governador afirmou ainda que os casos serão “investigados e rigorosamente punidos”.

Também pela manhã, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, postou em suas redes sociais mensagem dizendo que o legado da PM não pode ser manchado por “condutas antiprofissionais”.

“Ações isoladas como essa não podem denegrir a imagem de uma instituição que tem quase 200 anos de bons serviços prestados para a nossa população no Estado de São Paulo. Não vamos tolerar nenhum tipo de desvio de conduta de nenhum policial no Estado de São Paulo”, afirmou.

O CASO

Os agentes de segurança envolvidos na perseguição pertencem à Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 24° Batalhão de Polícia Militar, com sede em Diadema, na Grande São Paulo. As imagens mostram quatro policiais em ocorrência com um motoqueiro.

Um dos policiais é visto levantando uma moto do chão. Na sequência, mais dois agentes se aproximam, e o primeiro PM encosta o veículo perto da ponte. Um quarto agente então se aproxima segurando um homem que vestia uma camiseta azul, e, quando chegam perto do muro de segurança, o PM o levanta pela perna e arremessa para fora da ponte, em direção a um córrego.

Testemunhas disseram tê-lo visto no momento em que saía andando do córrego. Uma delas, que não quis se identificar, afirmou à Folha que o homem caiu na parte de concreto e saiu com a cabeça machucada, com a testa sangrando.

A notícia de mais um caso de violência policial ocorre em um contexto em que o governo Tarcísio é cobrado pelo aumento da letalidade da corporação e após outros casos de abusos da força.

Nos dados acumulados de janeiro a setembro, o número de pessoas mortas por policiais militares em serviço no estado de São Paulo cresceu 82% na comparação dos primeiros nove meses de 2024 com o mesmo período de 2023. Foram 474 mortes registradas de janeiro a setembro deste ano, ante 261 em 2023, segundo dados divulgados na SSP.

Na capital paulista, nos nove primeiros meses deste ano, 193 pessoas foram mortas em ações envolvendo policiais militares em serviço. O número é 93% superior ao do mesmo período de 2023, quando foram registrados 100 casos.

/Folha de São Paulo

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