Redação
Triste e revoltada, a filha de Claudiane Maria Joventino dos Santos, mulher que morreu após ter mais de 70% do corpo queimado pelo marido, decidiu atear fogo nos móveis da casa onde o crime ocorreu, no bairro Antares, em Maceió.
A filha da vítima disse, em entrevista ao jornalista Wadson Correia, que a casa era da sua mãe e não do padrasto. “Não ameacei ninguém. Simplesmente eu entrei na casa e toquei fogo porque os móveis eram da minha mãe, e não dele [o acusado]”, disse.
Claudiane Maria passou 20 dias internada no Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu e faleceu na última segunda-feira (25). Eraldo Delfino, de 52 anos, está preso por ser o suspeito de jogar álcool e atear fogo na companheira enquanto ela lavava os pratos.
Segundo a investigação, o socorro somente aconteceu no dia seguinte, pois o marido ligou o som para abafar os gritos da mulher, impedindo que vizinhos a escutassem. Diante da barbárie e da morte da mãe, a filha tomou a decisão de destruir o imóvel.
“Ela ficou 24 horas queimada, pedindo socorro e ninguém a socorreu”, disse. “Da mesma forma que ele ateou fogo na minha mãe, eu decidi atear fogo na casa, perdi o controle”, completou. A jovem se mostrou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

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