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CPI das Bets: Delegado alagoano depõe sobre combate aos crimes em plataformas de jogos online

11 de junho de 2025
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CPI das Bets: Delegado alagoano depõe sobre combate aos crimes em plataformas de jogos online

Foto: Ascom PC-AL

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Operações Game Over e Game Over 2 foram citadas como exemplo de investigação eficiente durante a CPI das Apostas no Senado durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito das Apostas (CPI das Bets), no Senado Federal, nesta terça-feira (10).

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) foi citada como uma das instituições que se destacaram no enfrentamento de crimes envolvendo plataformas ilegais de apostas on-line. O delegado Lucimério Campos foi convidado a prestar depoimento à comissão, onde compartilhou a experiência da corporação alagoana nas investigações que resultaram nas operações Game Over e Game Over 2.

Segundo dados apurados pela CPI, o setor de apostas movimentou entre R$ 89 bilhões e R$ 129 bilhões no Brasil em 2024, revelando um cenário de crescimento, com impactos diretos sobre a integridade de milhões de brasileiros. Parte dessas irregularidades foi desvendada a partir das investigações conduzidas pela PCAL, que se tornaram referência para o trabalho da comissão.

As operações Game Over e Game Over 2 foram conduzidas integralmente pela Polícia Civil de Alagoas, com foco na atuação de influenciadores digitais que promoviam plataformas clandestinas de apostas. Os inquéritos revelaram o uso de “contas demonstração”, fornecidas por casas de apostas, para simular ganhos fictícios em vídeos promocionais. Esses conteúdos induziram seguidores ao erro, com promessas enganosas de lucros fáceis.

A investigação, que teve início a partir de boletins de ocorrência registrados por vítimas em Alagoas, identificou prejuízos superiores a R$ 15 milhões apenas na primeira fase. Influenciadores chegaram a fechar acordos de colaboração premiada, e houve casos de ressarcimento às vítimas. Um dos alvos comprometeu-se, inclusive, a construir um prédio para abrigar a Delegacia de Estelionatos.

Durante seu depoimento à CPI, o delegado Lucimério defendeu o aprimoramento da legislação penal para permitir a responsabilização mais efetiva das plataformas e dos influenciadores envolvidos.

Ele também apresentou evidências do impacto social das apostas ilegais, incluindo casos de apostadores que perderam patrimônios inteiros influenciados por conteúdos enganosos.

O relatório final da CPI recomendou a criminalização da publicidade predatória de apostas e outras medidas legais com base em práticas reveladas pelas investigações conduzidas em Alagoas.

A PCAL reforça seu compromisso com a repressão qualificada ao crime digital e destaca a importância da cooperação entre forças de segurança no combate às fraudes virtuais.

/Ascom PC-AL

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