Redação*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve indicar Marluce Caldas, procuradora de Justiça do Ministério Público de Alagoas, para a vaga aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação é do colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, que acompanha os bastidores da política em Brasília.
Marluce Caldas está na lista tríplice voltada a membros do MP. Os outros nomes da lista são Sammy Barbosa Lopes, procurador de Justiça do MP-AC, e Carlos Frederico Santos, subprocurador-geral da República. A expectativa é de que o petista assine a indicação nos próximos dias.
Ela é tia do prefeito de Maceió, JHC (PL), que ajudou, junto a outros políticos, no lobby da indicação. A lista foi formada em outubro do último ano pelo Pleno do STJ. A vaga foi deixada pela ministra Laurita Vaz, que se aposentou em outubro de 2023.
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), chegou a pedir um tempo ao Planalto para costurar seu futuro político em Alagoas, antes de Lula definir a segunda vaga do STJ.
Lira quer concorrer ao Senado em 2026. No entanto, sua candidatura pode ser comprometida se o prefeito de Maceió se candidatar a senador em uma eventual chapa com Renan Calheiros (MDB), arquirrival de Lira.
Nos bastidores, aliados de JHC dizem que, no acordo para a indicação da tia ao STJ, o prefeito pode se aliar a Lula em Alagoas para as eleições de 2026, o que incluiria uma possível mudança de sigla.
Marluce Caldas atua no MP-AL desde 1986. Foi promotora de Justiça em diversas comarcas do interior de Alagoas — como União dos Palmares, Maravilha e Flexeiras — e também na capital, onde trabalhou no Juizado da Infância e Adolescência, na Vara de Execução Penal e no Juizado do Trânsito.
Marluce foi a primeira promotora mulher a participar de um júri popular em Maceió. Em 2021, ela foi promovida ao cargo de procuradora.
Ela deve se juntar a Carlos Augusto Pires Brandão, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que foi indicado por Lula ao STJ no último mês de maio, mas ainda não tomou posse. Ele ocupará a vaga deixada pela ministra Assusete Magalhães, que se aposentou em janeiro de 2024.
/com Agências