Por Hemilly Souza
O defensor público Ricardo Melro, em entrevista ao AB2, lamentou mais um afundamento de solo registrado no bairro do Pinheiro, em Maceió, e defendeu a revisão do mapa de risco das áreas atingidas pela mineração de sal-gema da petroquímica Braskem.
Segundo Melro, um estudo independente, realizado por pesquisadores brasileiros e alemães, indica que outras áreas ainda não desocupadas apresentam vulnerabilidade geológica. Se considerado pelos órgãos públicos, o estudo permitiria a ampliação do mapa de risco, além da delimitação atualmente reconhecida.
A pesquisa foi realizada por Mahdi Motagh (GFZ e Leibniz University Hannover, Alemanha), Djamil Al-Halbouni (University of Leipzig, Alemanha), Fábio Furlan Gama (INPE, Brasil), Marcos Eduardo Hartwig (UFES, Brasil) e Magdalena Vassileva (Leibniz University Hannover, Alemanha).
O defensor destacou ainda que a Defesa Civil Nacional, em conjunto com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), negou os pontos apresentados no estudo. Segundo ele, a decisão teria se baseado em análises feitas por consultores contratados pela Braskem.
Melro afirmou que ações judiciais estão sendo mobilizadas para que a Defesa Civil revise o mapa de risco com base em metodologias científicas validadas academicamente e reconhecidas internacionalmente. De acordo com o defensor, a delimitação atual apresenta falhas e pode estar colocando famílias em situação de risco.














