Redação com agências
O Tayayá Resort, empreendimento de luxo que pertenceu à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e que está ligado ao caso do Banco Master, possui mais de 5 mil metros quadrados de piscinas, além de restaurantes, cinco bares e salão de jogos. O complexo está localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.
Atualmente, o resort pertence ao advogado goiano Paulo Humberto, que atua para a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. De acordo com o site oficial do empreendimento, o local conta com “paisagens paradisíacas, relevos montanhosos com mais de 60 ilhas e cerca de 400 quilômetros de águas cristalinas, repletas de quedas d’água e belezas naturais”. As diárias têm preço inicial de R$ 1,3 mil.
Duas empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimento gerido por instituição citada no caso Master, que realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do resort. O investimento foi realizado pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, segundo registros da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de outubro de 2025.
A Arleen é administrada pela Reag Investimentos, citada na operação Carbono Oculto por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, e que teria investido R$ 16,3 milhões na DGEP Empreendimentos, que também já teve no quadro societário Mario Umberto Degani, primo de Toffoli.
Relatório do Banco Central enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) mostra que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e fundos administrados pela Reag estruturaram operações em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional, com falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez. O bancário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é investigado por fraude e lavagem de dinheiro.
Dias Toffoli é relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O ministro tem determinado restrições de acesso às provas obtidas na investigação e buscado limitar a atuação da Polícia Federal (PF) na análise dos materiais apreendidos. Além disso, o magistrado definiu quais quatro peritos da PF terão acesso ao conteúdo.
Em Maceió, o prefeito João Henrique Caldas (JHC) aplicou cerca de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) em letras financeiras do Banco Master, que teve a falência decretada em novembro de 2025. O investimento não contava com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
















