Redação
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), é o gestor municipal que mais aplicou recursos no Banco Master no país. Ao todo, 18 fundos previdenciários de estados e municípios realizaram aportes em letras financeiras emitidas pelo banco, por meio dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
No levantamento, o município de Maceió (AL) aparece em primeiro lugar, com aplicação de R$ 97 milhões, seguido de São Roque (SP), que investiu R$ 93,15 milhões, e de Cajamar (SP), com R$ 87 milhões. Entre os estados, o Rio de Janeiro lidera as aplicações, com R$ 970 milhões, seguido do Amapá, com R$ 400 milhões, e do Amazonas, com R$ 50 milhões.
Os RPPS funcionam como fundos de previdência destinados a garantir o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais e municipais. De acordo com o regulamento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), os investimentos vinculados a esses fundos não contam com cobertura do seguro.
Dos 18 fundos previdenciários que aplicaram recursos no Banco Master, sete eram ou ainda são assessorados pela consultoria Crédito e Mercado, empresa condenada neste mês por gestão temerária. A mesma consultoria foi contratada para prestar serviços ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev).
Em esclarecimento, o Ministério da Previdência Social informou que estados e municípios envolvidos no Caso Master deverão utilizar recursos próprios para reaver prejuízos financeiros e garantir o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos.
Segundo o órgão, eventuais prejuízos podem resultar na cobrança de contribuições adicionais ou taxas extras de servidores da ativa, aposentados e pensionistas, como forma de compensar déficits financeiros nos regimes previdenciários.
Veja abaixo a lista completa
Estados
RJ — R$ 970 mi — Gov. Cláudio Castro
AP — R$ 400 mi — Gov. Clécio Luís
AM — R$ 50 mi — Gov. Wilson Lima
Municípios
Maceió (AL) — R$ 97 mi — Pref. JHC
São Roque (SP) — R$ 93,15 mi — Pref. Guto Issa
Cajamar (SP) — R$ 87 mi — Pref. Kauan Berto
Itaguaí (RJ) — R$ 59,6 mi — Pref. Rubão
Aparecida de Goiânia (GO) — R$ 40 mi — Pref. Leandro Vilela
Araras (SP) — R$ 29 mi — Pref. Irineu Marretto
Congonhas (MG) — R$ 14 mi — Pref. Anderson Cabido
Fátima do Sul (MS) — R$ 7 mi — Pref. Wagner “da Garagem”
Santo Antônio de Posse (SP) — R$ 7 mi — Pref. Ricardo Cortez
Paulista (PE) — R$ 3 mi — Pref. Ramos
São Gabriel do Oeste (MS) — R$ 3 mi — Pref. Leocir Montagna
Jateí (MS) — R$ 2,5 mi — Pref. Cileide Cabral
Angélica (MS) — R$ 2 mi — Pref. Edinho Cassuci
Santa Rita d’Oeste (SP) — R$ 2 mi — Pref. Osmarzinho da Oficina
Campo Grande (MS) — R$ 1,2 mi — Pref. Adriane Lopes















