Redação
A Justiça de Alagoas manteve a prisão de uma mãe acusada de filmar o abuso sexual sofrido pela filha de dois anos. A decisão, da Vara do Único Ofício da Comarca de Anadia, foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico na terça-feira (3).
De acordo com a denúncia, a mulher utilizou o próprio celular para filmar o pai da criança praticando a violência. O vídeo chegou a ser publicado em uma rede social. A defesa da ré solicitou a revogação da prisão, mas o pedido foi indeferido pelo juiz Emanuel de Andrade.
De acordo com o magistrado, o crime é de natureza gravíssima e foi cometido por pessoas que deveriam zelar pela criança. “Trata-se de crime gravíssimo contra vítima em situação de extrema vulnerabilidade, com apenas dois anos de idade, praticado, em tese, por pessoa que deveria zelar pela sua proteção”, afirmou.
Ainda segundo o juiz, o ato libidinoso, bem como a gravação e compartilhamento nas redes sociais, ofende a integridade física e psicológica da criança, configurando um crime extremamente grave.
“Percebe-se que ainda se faz necessária a garantia da ordem pública com a prisão cautelar da ré, tendo em vista que as medidas cautelares não se demonstram suficientes para coibi-la de praticar tais crimes e, portanto, não são suficientes para resguardar a ordem pública”.
O pai da criança também está preso. O processo que investiga o abuso, explicou o magistrado, caminha para a etapa final, quando as partes serão ouvidas. Posteriormente, serão apresentadas as alegações finais, e a ação estará conclusa para julgamento.















