Por Hemilly Souza
O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRMAL) ainda não se manifestou sobre a condenação do médico Roberto de Amorim Leite pelos crimes de violação sexual, mediante fraude e importunação sexual, cometidos contra duas pacientes durante consultas na UBS Felício Napoleão, no bairro Jacintinho, em Maceió.
O médico foi condenado pela Justiça de Alagoas na última quinta-feira (19). O caso foi denunciado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) em novembro de 2024. A sentença fixou pena de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática dos dois crimes.
Segundo informações, Roberto de Amorim ainda segue realizando atendimentos em unidades da rede privada de saúde da capital. Na decisão, a 4ª Vara Criminal da Capital determinou a perda do cargo público e a suspensão do exercício da função até o fim do processo.
De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram durante consultas médicas. As vítimas relataram que o médico se aproveitou da posição profissional para cometer os abusos, afirmando falsamente que realizava exames clínicos necessários.
Em um dos casos, a Justiça reconheceu o crime de violação sexual mediante fraude, quando o médico enganou a paciente ao alegar a necessidade de um exame para praticar atos libidinosos. No outro, ficou configurada importunação sexual, devido a toques inadequados, comentários de cunho sexual e simulações de atos durante a consulta.
Além da pena, foi fixada indenização por danos morais as duas vítimas. O juiz destacou que “o sofrimento imposto dispensa prova material, por se tratar de dor íntima, silenciosa e persistente”. Da decisão ainda cabe recurso. Até o fechamento desta reportagem, o CRMAL não se manifestou.














