Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
23 de abril de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
23 de abril de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Bastidor: Gilmar, Toffoli e Moraes tentaram criar onda pró-reeleição, mas esbarraram na Constituição

7 de dezembro de 2020
0

Agência

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

No meio do caminho havia uma Constituição. Na última sexta-feira, 4, longe dos olhos da opinião pública, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento que discutia a possibilidade de os atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disputarem a recondução ao cargo nas eleições da cúpula do Congresso marcadas para fevereiro de 2021.

A análise da controvérsia ocorreu não nas transmissões ao vivo da TV Justiça, mas no plenário virtual, uma plataforma que permite a análise de casos na surdina, sem maiores debates entre os magistrados – e sem a transparência das tradicionais sessões plenárias. Integrantes da Corte apontavam que a tendência pró-reeleição seria maior com o julgamento na plataforma online, que poderia blindar o Supremo da enxovalhada de críticas e da pressão da opinião pública. Não foi o que ocorreu.

Tão logo começou a sessão virtual, em plena madrugada de sexta-feira, o sistema do STF já contabilizava três votos que abriam caminhos para a reeleição de Alcolumbre – e dois para a de Maia, devido à divergência pontual de Nunes Marques, que destoou parcialmente de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Indicado por Jair Bolsonaro para o tribunal, Nunes Marques optou por um voto intermediário: a favor de Alcolumbre e contra Maia, atendendo aos interesses do Palácio do Planalto, que deseja ver na chefia da Câmara um dos líderes do Centrão, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

Era uma tentativa de criar, logo no início do julgamento, uma “onda” pró-recondução, que foi acompanhada com entusiasmo por Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. Em menos de doze horas do início da sessão virtual – prevista para acabar apenas no dia 14 de dezembro (segunda-feira da próxima semana) -, o Supremo tinha cinco ministros a favor, em linhas gerais, à tese da reeleição. O movimento era incomum: tradicionalmente, os julgamentos do plenário virtual começam a ficar mais movimentados perto do prazo final, e não já no início.

Depois do barulho provocado pelo grupo pró-reeleição, seguiram-se os votos da ala contrária: Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber, todos já dados como certo no grupo dos opositores à recondução de Maia e Alcolumbre. A expectativa – até mesmo de aliados de Arthur Lira, que tentaram sem sucesso tirar o julgamento do plenário virtual – era a de que o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, acompanharia esse grupo, o que se confirmou.

O placar final foi definido pelas posições de Luís Roberto Barroso e do presidente do STF, Luiz Fux – este, o último a votar, depois que todos os colegas já haviam se manifestado. Segundo o Estadão apurou, ao longo de um domingo chuvoso em Brasília, o presidente do STF e seus colegas Barroso e Fachin – expoentes da ala pró-Lava Jato da Corte – passaram o domingo em sucessivas conversas reservadas entre si.

Antes do início do julgamento, Fux era dado como um voto certo a favor da tese da recondução, mas acabou se alinhando a Fachin e a Barroso, se livrando não apenas do risco de ficar isolado dos colegas, mas também de carregar o ônus de permitir um “duplo twist carpado” na Constituição.

Interlocutores dos ministros admitem reservadamente que pesou no placar final a série de críticas despejadas sobre o STF ao longo dos últimos dias. O ex-presidente do STF Nelson Jobim, por exemplo, disse ao Estadão estar “perplexo” com a discussão. Também proliferaram reprovações na classe política, no meio acadêmico – e, convém ressaltar, dentro do próprio STF.

O duro recado foi dado pelos próprios ministros que rejeitavam a tese da reeleição. No plenário virtual, os magistrados não são obrigados a divulgar os votos. Muitos apenas se limitam, com apenas um clique, a acompanhar ou não o relator. Da ala pró-reeleição, por exemplo, apenas Gilmar Mendes e Nunes Marques divulgaram votos. Lewandowski, Moraes e Toffoli apenas “acompanharam o relator” e pronto.

Do outro lado, todos os ministros que se colocaram contra a recondução de Maia e Alcolumbre fizeram questão de marcar posição, divulgar a íntegra de seus votos — e enviar contundentes recados à sociedade brasileira em defesa da Constituição.

Disse Marco Aurélio, ao abrir o entendimento que minou o caminho de Maia e Alcolumbre: “A tese não é, para certos segmentos, agradável, mas não ocupo, ou melhor, ninguém ocupa, neste tribunal, cadeira voltada a relações públicas. A reeleição, em si, está em moda, mas não se pode colocar em plano secundário o artigo 57 da Constituição”.

“No caso examinado, não há sequer duas opções. Não há alguma”, endossou Cármen Lúcia.

Em um voto incisivo, duríssimo, a ministra Rosa Weber afirmou com voz, ou melhor, texto eloquente: “A deslealdade ao texto constitucional caracteriza preocupante ofensa ao pacto da sociedade brasileira em torno do propósito de conferir força ativa aos compromissos assumidos no plano constitucional. Este Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua missão de garantir a intangibilidade da Constituição, enquanto seu guardião por força de expresso texto constitucional, não pode legitimar comportamentos transgressores da própria integridade do ordenamento constitucional”.

Coube, portanto, a Marco Aurélio e às duas únicas mulheres que compõem a Corte – Rosa Weber e Cármen Lúcia – lembrar aos colegas que havia uma Constituição a ser respeitada no meio do caminho.

Estadão

Você também pode gostar desses conteúdos

“Malucos”: Bolsonaro despreza apoiadores que protestaram após eleições de 2022
Política

Defesa pede autorização do STF para que Bolsonaro possa operar ombro

por Redação
22 de abril de 2026
Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal
Política

Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal

por Redação
22 de abril de 2026
Vereador protocola moção de repúdio após fala sobre orla de Maceió
Política

Vereador protocola moção de repúdio após fala sobre orla de Maceió

por Redação
21 de abril de 2026
Lula chama conflito no Oriente Médio de “guerra da insensatez”
Política

Lula chama conflito no Oriente Médio de “guerra da insensatez”

por Redação
21 de abril de 2026
Procuradoria Geral da Câmara de Maceió emite parecer sob convocação de suplentes
Política

Procuradoria Geral da Câmara de Maceió emite parecer sob convocação de suplentes

por Redação
17 de abril de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Centrais de Triagem de AL aplicaram mais de 940 testes de Covid-19 na última semana

Covid-19: Centrais de Triagem têm aumento de fluxo, alerta Sesau

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

TCU autoriza acesso do MPF à apuração sigilosa sobre o Banco Central

22 de abril de 2026
Geral

Vigilância Sanitária interdita panificação no Jacintinho por irregularidades

22 de abril de 2026
Geral

Polícia Civil investiga crânio humano encontrado na Praia da Pajuçara

22 de abril de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.