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Redação

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Covaxin: PF diz que atua de forma imparcial e que apuração não está ‘atrelada a outras investigações’

13 de julho de 2021
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Arquivo/PF

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A Polícia Federal divulgou uma nota nesta terça-feira (13) na qual afirmou que atua de forma imparcial e que a apuração sobre as negociações para aquisição da Covaxin “não está atrelada a outras investigações”.

Mais cedo, nesta terça, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), chamou de “estranhas” e “raras” ações da PF às vésperas de depoimentos à comissão. Ele citou, por exemplo, o depoimento de Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos, colhido nesta segunda (12), enquanto Emanuela seria ouvida nesta terça pela CPI.

Na nota, a PF não mencionou Omar Aziz, mas afirmou que a investigação sobre a Covaxin atende às disposições constitucionais e legais, o que “inclui o prazo regular para a sua conclusão”.

“A produção de provas, sobretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso”, afirmou a PF.

Além da PF e da CPI da Covid, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União também investigam as negociações envolvendo a Covaxin.

O imunizante é o mais caro negociado pelo governo até agora. As negociações foram intermediadas pela Precisa Medicamentos, empresa sem relação com a indústria de vacinas.

Na avaliação de Aziz, se a PF toma o depoimento de uma testemunha antes de ela ir à CPI, gera a interpretação de que pode estar sendo investigada.

Por lei, a pessoa que comparece à CPI na condição de testemunha tem que responder às perguntas dos senadores. Mas, se for na condição de investigada, pode se valer do direito de não produzir provas contra si, o que, na prática, equivale a ficar em silêncio.

“Instituição de Estado, a Polícia Federal trabalha de forma isenta e imparcial, em busca da verdade real dos fatos, sem perseguições ou proteções de qualquer natureza”, declarou a PF na nota.

Íntegra
Leia a íntegra da nota da Polícia Federal:

Nota à Imprensa

Polícia Federal – Investigação compra da vacina Covaxin

Sobre a investigação que apura a possível ocorrência de crimes referentes ao processo de compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde, a Polícia Federal esclarece:

1. A investigação atende às disposições constitucionais e legais, o que inclui o prazo regular para a sua conclusão;

2. A produção de provas, sobretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso;

3. A PF possui métodos e estratégias próprios de investigação, devidamente supervisionados pelo Poder Judiciário e reconhecidos nacional e internacionalmente;

4. Instituição de Estado, a Polícia Federal trabalha de forma isenta e imparcial, em busca da verdade real dos fatos, sem perseguições ou proteções de qualquer natureza.

Comunicação Social da PF

G1

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