Redação, com Correio Notícia
Durante a audiência de custódia que decretou a prisão preventiva, o negociante acusado de matar uma cadela em Delmiro Gouveia contou que não teve a intenção e tudo foi um acidente. O depoimento foi dado nesta quarta-feira (25).
Ele afirmou que estava na banca de um colega quando, sem querer, encostou e derrubou a faca que atingiu o animal. A versão do marchante, porém, não convenceu e o Ministério Público solicitou a prisão preventiva. Por maus-tratos aos animais, a prefeitura também multou o acusado em R$ 3 mil.
Ele ainda contou que saiu correndo atrás do cão ferido para recuperar a faca, mas que, diante da revolta de uma mulher que presenciou o ocorrido, decidiu sair do local e retornar para casa, na zona rural do município, onde foi preso em flagrante delito pela polícia horas depois.
Em entrevista para o programa Tribuna Popular, da Rádio Correio Delmiro, o marchante disse que está surpreso com a decisão, mas que a respeita. Ele aproveitou e reafirmou que o que aconteceu foi um acidente. “Foi um acidente, peço desculpas a todos os ouvintes. Eu não atirei faca no animal, eu sou consciente, eu tenho muito respeito pela vida. Quero que provem que foi eu que matei. Foi um acidente”, disse.
O homem ainda afirmou que não esperava que o caso tivesse tanta repercussão.
“Eu crio meus cachorros, eu tenho amor pelos meus animais. Estão me acusando injustamente, sou inocente, sou um pai de família”, afirmou o marchante, que finalizou a entrevista cobrando à prefeitura uma solução para os animais nas ruas. “Prefeitura crie um órgão para proteger os animais, para não acontecer algo assim com outro coitado como eu”, concluiu.















