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Arthur Lira volta a defender semipresidencialismo a partir das eleições de 2026

Alagoano também reafirmou que emendas de relator não são secretas

23 de novembro de 2021
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Lira pede solução alternativa para auxílio emergencial

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Redação*

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, voltou a defender a adoção do semipresidencialismo a partir das eleições de 2026. Segundo o alagoano, é preciso que o sistema de governo esteja fora das “amarras do presidencialismo de coalizão”, com uma “gestão compartilhada”.

“O presidente se elege com 50 milhões de votos e quando muito consegue 10% de vagas no Parlamento. Por isso, não consegue governar sem coalizão. A Câmara vai fazer essa discussão”, disse Lira em entrevista à Globonews nesta terça-feira (23).

Lira ainda reafirmou que as emendas de relator são “absolutamente transparentes” e que a decisão liminar da ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, referendada pelos demais ministros, pode resultar na perda de quase R$ 13 bilhões já empenhados no Orçamento.

Segundo ele, o Orçamento não é secreto, e o Congresso Nacional está empenhado em dar mais transparência ao processo.

“As emendas de relator não funcionam como forma de privilegiar deputado A ou deputado B. Queremos ter uma clareza para onde o relator vai encaminhar as emendas do Orçamento para que todos possam acompanhar. Demonizar as emendas de relator é trazer um retrocesso”, disse.

Auxílio Brasil
Lira também afirmou que não vê resistência entre os deputados em transformar o Auxílio Brasil em benefício social permanente.

A PEC dos Precatórios, já aprovada na Câmara e que está em tramitação no Senado, abre espaço fiscal para o pagamento desse benefício de forma provisória, e os senadores avaliam torná-lo permanente. Dessa forma, o texto teria que retornar à Câmara.

Segundo Lira, uma outra alteração proposta pelos senadores é criar uma comissão de avaliação de pagamento de precatórios no Congresso e que também poderá ser aprovada facilmente pelos deputados.

“Na realidade, estamos em conversas permanentes com o relator da PEC no Senado, o senador Fernando Bezerra. Há conversas normais sobre aprimoramento no texto”, destacou o presidente.

Lira também reafirmou que não vê espaço para dar aumento salarial aos servidores públicos, caso a PEC dos Precatórios seja aprovada. Segundo ele, se o governo quiser dar aumento ao funcionalismo, deverá cortar despesas discricionárias.

“Se o governo quiser dar aumento, vai ter que cortar seu orçamento discricionário. Na PEC dos Precatórios, não foi apresentada à Câmara nenhuma possibilidade de ter compensação ou abertura para pagamento de funcionário público”, explicou Lira.

com Agência Câmara

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