Os três homens presos pela morte do congolês Moïse Kabagambe foram levados na tarde desta quarta-feira (2) para a cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. A cadeia em Benfica é a triagem para o ingresso no sistema prisional.
A Justiça decretou a prisão temporária dos três homens. Eles foram detidos nesta terça-feira (1º), e a polícia tinha pedido a prisão ao Judiciário fluminense.
Os três deverão responder por homicídio duplamente qualificado — por impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel. O processo corre em sigilo.
Quem são os presos
Segundo a polícia, um dos presos é vendedor de caipirinhas na praia e foi preso em Paciência, também na Zona Oeste. Ele foi identificado apenas como Fábio Silva.
Ainda segundo a polícia, Fábio confessou aos agentes que deu pauladas no congolês. Ele estava escondido na casa de parentes.
À tarde, outro homem que admite ter cometido as agressões que resultaram na morte do congolês se apresentou na 34ª DP (Bangu) e foi levado para a Delegacia de Homicídios do Rio. Ele foi identificado como Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca e tem 27 anos.
Em um vídeo, Aleson afirmou que “ninguém queria tirar a vida dele” [Moïse] e que o grupo foi “defender o senhor” do quiosque do lado, com quem Moïse teria tido “um problema”, segundo Aleson.
O terceiro preso é Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota. Segundo a polícia, ele aparece no registro das agressões imobilizando Moïse no chão.
O dono do quiosque onde Moïse trabalhava prestou depoimento à polícia nesta terça. A defesa dele afirmou que o homem não conhece os agressores.
O dono do quiosque também negou que havia dívidas do quiosque com Moïse. Segundo sua defesa, ele estava em casa quando o congolês foi espancado e apenas um funcionário do estabelecimento estava no local no momento das agressões.
G1















