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Gleisi defende revisão da reforma trabalhista e diz que “mercado não pode alegar medinho” com Lula

9 de fevereiro de 2022
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Gleisi defende revisão da reforma trabalhista e diz que “mercado não pode alegar medinho” com Lula

Reprodução/Arquivo

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A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, defendeu nesta quarta-feira (9), em entrevista ao “Em Foco”, na GloboNews a revogação da reforma trabalhista e o fim do teto de gastos caso o ex-presidente Lula seja eleito em outubro.

Sobre se ela não teme que essa agenda econômica de um eventual novo governo do PT assuste o mercado, Gleisi, que será a coordenadora da campanha de Lula, respondeu: “Desculpa, mas o mercado não pode alegar medinho, o mercado conhece o presidente Lula, governou esse Brasil por 8 anos, conhece o PT (…). Do que tem medo o mercado? Está na hora do mercado falar para o povo o que vai fazer pelo povo, do país que ele opera. Não dá para só uma parte ganhar e a outra ficar chupando o dedo”.

Ainda sobre economia, Gleisi confirmou que o grupo de economistas que está sendo ouvido na pré-campanha de Lula tem trabalhado em um documento, liderado por Guido Mantega, que vai antecipar o debate a respeito de críticas à gestão de Dilma Rousseff na economia – mas a presidente do PT disse que ainda não viu o documento.

Sobre quais seriam as autocríticas, ela admite que “de fato tivemos problemas e a economia foi mal em 2015”. Mas antecipa a estratégia da campanha ao dizer que, em 2016, Dilma estava afastada por causa do impeachment e que o governo do PT não pode ser julgado por “um ano”, além de enfatizar que Jair Bolsonaro (PL) aprofundou a crise econômica do país.

“Agora vocês vão querer julgar o PT, o presidente Lula e a presidente Dilma por um ano? É muito pouco, né? Não eram as pessoas que nos criticam hoje que (diziam) era só tirar a Dilma e o PT que isso se resolveria? Quase seis anos e se resolveu o quê? Está na hora de quem nos atacou dizer que erramos, que mostre, que conserte, mas não consertaram. Muito pelo contrário, aprofundaram os problemas e a crise que nós estamos vivendo”.

Gleisi disse também que a chapa Lula-Alckmin ainda não está selada e que não foi o PT que procurou o ex-tucano. “Primeiro, não chamamos, tem que ficar claro. Isso nasceu e começou a tomar corpo e todo mundo discutindo”.

Cobrada por correntes do PT sobre o acordo com o ex-tucano, ela disse que o partido será ouvido antes de selar o acordo para a vice. Mas que, embora Lula esteja bem posicionado, é preciso ampliar alianças. “Obviamente precisamos de mais gente junto conosco e a gente faz alianças não com os iguais: fazemos com aqueles que têm diferenças com a gente”.

Gleisi também defendeu a federação partidária, que chamou de “oportunidade” da união e diálogo com outros partidos, e rebateu críticas de ex-aliados, como Ciro Gomes, que disse que o PT quer destruir a esquerda.

“O PT nunca pretendeu destruir ninguém, agora o PT sabe o tamanho que tem, os partidos sabem o tamanho que o PT tem, e o PT não vai se diminuir, se apequenar, para tentar agradar”.

G1

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