Uma idosa ucraniana, que trabalhava como professora de química em Odessa, na Ucrânia, fugiu da guerra no país num ônibus e depois caminhou a pé para atravessar a fronteira com a Romênia, onde dormiu em um abrigo para refugiados e foi para um hotel. Nesta sexta-feira (4), após uma semana de tensão e angústia, Tetiana Lytvynenko, de 60 anos, reencontrou a filha, também ucraniana, em São Paulo.
O abraço de Tetiana em Anastasiia Lytvynenko, conhecida como Ana, que é professora de inglês no Brasil, foi registrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. O marido de Ana, o antiquário brasileiro André Danemberg, contou que a família contou com a ajuda de uma rede de apoio internacional para conseguir tirar a sogra da zona de conflito com o exército russo.
Tetiana não fala português. Ana está há dois anos no Brasil. Ela decidiu morar no país para acompanhar o marido. A professora de inglês já havia se manifestado na semana passada contra a invasão da Ucrânia pelas tropas da Rússia.
A guerra na Ucrânia teve início no dia 24 de fevereiro. Um dos motivos para o ataque é que os russos não querem que os ucranianos integrem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que é liderada pelos Estados Unidos.
Nesta semana, aproximadamente 40 brasileiros, entre jogadores e familiares, que estavam escondidos num bunker de um hotel em Kiev, também chegaram ao Brasil pelo aeroporto de Guarulhos, conhecido como Cumbica.
G1















