Redação
Políticos alagoanos repudiaram a fala de Eduardo Bolsonaro a respeito da jornalista Miriam Leitão. O filho do presidente Jair Bolsonaro ironizou a prisão e a tortura sofrida por Miriam durante o período da ditadura militar.
A declaração do deputado veio em resposta após a jornalista afirmar que o atual presidente era inimigo da democracia. Ele disse duvidar dos relatos de Miriam sobre o que ela viveu no período militar.
“A Miriam Leitão certamente não se sentiu ofendida, ela só tem a palavra dela, dizendo que foi vítima de uma tortura psicológica quando foi jogada dentro de uma cela junto com uma cobra. Eu já fico com a pulga atrás da orelha, porque você não tem um vídeo, não tem outras testemunhas, não tem uma prova documental, não tem absolutamente nada”, disse Eduardo.
Por isso, vários políticos, incluindo alagoanos, saíram em defesa da jornalista, conforme abaixo:
Renan Calheiros
“Toda solidariedade à jornalista Miriam Leitão, alvo de mais uma safadeza bolsonara. Parece que esse moleque inútil bebe uma dose de ódio toda manhã para acordar. Ele se vinga da vida, e o ódio é a vingança do covarde. Já dizia Gandhi: o medo tem alguma serventia, a covardia não.”
Teca Nelma
“Todo repúdio ao deputado Eduardo Bolsonaro que debocha dos crimes de tortura cometidos na Ditadura. Essa postura repugnante não é admissível entre parlamentares. A defesa da democracia deve ser soberana. Que o Conselho de Ética da Câmara não deixei passar impune.”
Ronaldo Medeiros
“A família do Bozo parece não ter limite, continua fazendo apologia a ditadura e tortura! Já não basta serem negacionistas, contra a ciência e enrolados até a alma em casos corrupção. O que falta para punir os delinquentes?”
Tereza Nelma
“Por meio da Secretaria da Mulher da Camara emiti nota de repúdio à postagem feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro sobre a tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão durante o período militar, menosprezando-a. O deputado ironizou e debochou de um ato cruel.
A tortura sofrida foi narrada por diversas vezes pela jornalista, que relatou que, durante a ditadura militar, foi presa, agredida e torturada, e que teve de ficar nua em frente a soldados e agentes de repressão e passar horas trancada em uma sala com uma jiboia.
Francamente, não dá pra entender como alguém pode ser tão cruel com a dor do outro, tão machista a ponto de ser desumano. Repúdio, como Procuradora da Mulher, como parlamentar, como mulher e cidadã qualquer ato misógino e desrespeitoso como esse.”















