Redação*
Sem acordo para a recomposição salarial, servidores de Maceió marcaram um novo ato de reivindicação. Eles, no domingo (01/05), dia do trabalhador, vão ficar na região da cadeira gigante da orla.
Na noite desta quinta-feira (28), os servidores tentaram negociar com a gestão, na Secretaria Municipal de Finanças, mas as lideranças sindicais não receberam com bons olhos a nova proposta.
“A gestão mantém-se insensível às reivindicações dos trabalhadores e continua recusando-se a cumprir suas promessas de campanha eleitoral, dentre elas a valorização dos servidores e a prioridade para a educação de Maceió. Esse governo de Maceió não está massa. A gestão aumentou 1% em relação à proposta anterior, chegando à inacreditável proposta de reajuste salarial de 2% em agosto e 2% em outubro. A única vitória de hoje foi ter arrancado o compromisso de não mexer em nosso plano de carreira.”, disse a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia.
A data base no município de Maceió é janeiro, entrando no mês de maio, ainda não há perspectiva de um acordo por falta de interesse da gestão. Para a educação, a reivindicação salarial é a implantação do percentual do piso nacional (de 33,24%) para todos os profissionais da educação, em todos os níveis.
A pauta unificada cobra também estrutura e condições de trabalho em todos os setores públicos do município, e valorização de todos os servidores com o percentual calculado em cima das perdas sofridas pela inflação acumulada. “Também é necessário atender a pauta das estagiárias da SEMED, regularizar carência de auxiliar de sala e garantir atendimento adequado a todos os estudantes com deficiência, problema já denunciado pelo Sinteal”.
O movimento dos servidores promete manter a luta, e se organiza para ações ainda mais intensas. “A agenda só vai parar quando JHC decidir ceder. Enquanto isso estamos dialogando com a população, denunciando. Se for preciso ir para o enfrentamento e entrar em greve, a categoria está preparada”, finalizou Consuelo.
*com Assessoria















